sexta-feira, 11 de julho de 2008

Limpezas, a saga continua...

Quinta-feira, depois de mais uma manhã de aulas, agora com uma turma nova fui para casa dar inicio a mais uma manhã de limpezas....

A casa estava a ficar num estado deplorável, pelo que achei por bem chamar novamente a empregada. Novamente, mas estou certo que será a última. Bem, deplorável não é bem o termo, mas eu gosto das coisas bem limpinhas. 

(Vim mesmo parar ao país certo!!!)

Ora tudo aquilo que lhe tinha ensinado à criatura da outra vez pertence ao passado. Lá-lhe fui dizendo, em português ( não vale pena falar outra língua, que ela só fala shaoxinguense, nem mandarim fala...) o que devia fazer, e ia exemplificando. Mas nem assim, apesar de ter feito tudo, voltar a exemplificar ( umas 5 vezes...) desisti. 

Além disso, e para ajudar à festa, ela tem uma qualquer devoção por um pano, em particular, com que limpa tudo, não vale a pena dizer ( leia-se exemplificar) que há um pano para cada coisa. 

( Mariquices de europeus, é tipo aquela coisa amarela que faz barulho e aspira o pó. Mas porquê que tem de ser utilizado???)

A meio da manhã apareceu a Andrea, a chica colombiana que tem sido uma grande ajuda. Para começar disse-lhe para ir falar umas coisas com a empregada. Lá lhe explicou como se lava uma banheira, e mais umas quantas coisas.

Mas a vinda dela cá era por outro motivo, já que de cada vez que vou lavar à lavandaria sou "assaltado" e tenho uma máquina de lavar roupa em casa, achei por bem dar-lhe uso. E claro, tem que ser uma rapariga a explicar isto. Não é ser machista,  até nem sou dessas coisas, mas eu nem sei por a máquina da loiça a trabalhar, por isso preciso de alguém mesmo entendido no assunto para me explicar estas tecnologias de fada do lar. Por exemplo, fazia uma ideia que as cores não se podiam misturar, agora não sabia que havia tantas divisões ( roupa interior, jeans, camisas, brancas, pretas, cores....). Com tanta divisão de cores, ainda me habilito a que um qualquer bloquista perdido ( sim, porque no meu blog tem de estar mesmo muito perdido), me acuse de racismo e xenofobia têxtil.


Entretanto fomos comprar detergentes, e mais umas tretas necessárias enquanto a Shaoxinguenha, ou lá com se chama o povo desta terra, continuava com as pseudo-limpezas...

Depois pusemos a lavar e por incrível que pareça, a coisa correu bem. Fiz duas máquinas de roupa. Fiz quer dizer, fez ela, resta saber se quando for eu a coisa corre igualmente bem....

Depois de almoço lembrei-me da minha razão neste fim de mundo, e fui trabalhar.

1 comentário:

Ana disse...

Aposto que tens saudades da D. Cristina, ela bem que falava, mas limpava e ainda fazia sopinha :P.