terça-feira, 1 de setembro de 2009

Zhuhai Day 6

Mais uma manhã, mais uma ida ao banco....


Primeiro saber se têm banco online, primeira resposta: Não!!!!
Uma vez mais confirma a teoria que diz " Os chineses nunca dizem não".
Lá expliquei à criatura que o BoC tem online banking, aliás eu utilizo não só em Macau como em Shaoxing. Afinal sempre tinham!!!!! ( Isto não é de lhes ir à tromba????)

Então e o que é preciso para abrir uma conta?

BoC: Ahh, isso é preciso a licença.
Nós: Estamos a tratar disso. E mais? Têm a listagem dos documentos?
BoC: isso depois dizemos....

Olhei para a senhora do banco, com aquele meu ar terno " de quem te vai à tromba não tarda nada" e lá apareceu a listagem.

Ainda no banco, tive de ir trocar HK$ por Yuans.
Tinha de calhar no guichet onde estava a menina estagiária, que escrevia cada letra do meu nome ( completo) com um intervalo de 2 minutos. Primeiro para ler, depois para procurar e no fim para confirmar.
E assim se passa uma manhã de árduo e intenso trabalho. Altamente produtivo.

Depois de almoço, e ainda no restaurante para não perder tempo, reunimos com um fornecedor, para discutir novamente preços. Mas não está fácil.
Aproveitei ainda para fazer uma consulta dos vinhos protugueses que havia no restaurante, muitos deles nem nunca ouvia falar.

Zhuhai Day 5

Fomos visitar o nosso futuro escritório, que apesar de não ser o Ritz Carlton, tem um aspecto simpático, e serve perfeitamente para o que pretendemos de inicio.
Claro que isto, à chinesa, é coisa para demorar uma hora e meia.

Partimos no fim para a CGD. Confesso que tinha alguma curiosidade em conhecer o balcão na China Mainland.
Obviamente, não há vivalma que fale português, e o nosso contacto estava de férias. Tudo a correr pelo melhor...

Para evitar perder mais tempo passámos à pergunta fulcral: Têm banco online?
CGD: Ah e tal não, não temos.
Nós: Porquê? Está para breve?
CGD: Porque não temos indicações da sede. Não, será para breve.
Nós: Muito obrigado pelo vosso tempo, passai bem....

E lá fomos nós à vidinha.

Foi aí que começaram os meu pesadelos.
A Eva, apesar de ser boa rapariga, é menina para ter carta de condução e pior conduzir. Para chinesa não está mal, mas tenho visto a minha vida a passar-me à frente vezes demais...
Quando fomos a Gongbei levar o Dr, ele teve uma pequena amostra do que foi o resto da minha semana, embora eu tenha tido isso com mais intensidade.

Para ter uma ideia, o telefone bloqueia todo e qualquer movimento, pelo que é normal parar o carro no meio da estrada, sem qualquer sinalização para pensar qual o melhor caminho ou apontar o que alguém está a dizer. Qualquer estacionamento, excepto raras excepções quando são de frente, é o suficiente para demorar 5 a 10 minutos.

A tarde foi passada a construir o task plan, algo extremamente motivador, uma vez mais no bar do hotel.

À noite foi a Macau, jantar um chouriço assado, um arroz de marisco, beber umas super bocks e comer azeitonas. Só faltatam os tremoços...
Depois de um passeio nostálgico pelos restaurantes do MGM, uma fotos pelo meio fui às comprar no Wynns. No final fui ao Hotel Sintra, encontrar-me com o Dr e com a Yonnie, recordar os bons velhos tempos. Ai Yonnie, Yonnie.... :)

A pedido de muitas familias fui visitar as casas de banho do hotel, e tenho de confessar, a decoração é modesta, mas são as mais espectaculares em que já estive. O único automatismo que falta é porem-nos a fazer xixi, de resto tem tudo.

O regresso a Zhuhai, uma vez mais antes da meia-noite, foi atribulado. Primeiro tive de comunicar à GALP que não estava disponível para assinar o contracto. Depois tive, uma vez mais, stresses por estar ao telefone na fronteira. Fui interrogado para saber, nome, data de nascimento, porque tinha tantas entradas, o que fazia na china, onde, em que distrito da cidade etc etc etc. Mas o pior foi o resto..... Um beijinho Kika, mesmo na China o povo está contigo!!!!!!!!

Zhuhai Day 4

"Este..." poderá ser "... o primeiro dia do resto da tua vida...." Senão me engano é da autoria do Sérgio Godinho, esse comuna despresável, mas tem a sorte de cantar bem.

Continuamos os planos de estratégia, visitámos o hotel onde será o nosso futuro escritório e regressámos à estratégia.
Infelizmente assistimos à derrota do AC Milan em directo. Beijing nunca trouxe nada de bom, não querem crer em mim!!!!!

Zhuhai Day 3

Sábado...

Um dia mais soft, com alvorada marcada por forma a tomarmos pequeno-almoço às 10h, e o dia seria para debater questões e delinear estratégias.
No final da tarde, uma reunião com o mesmo fornecedor do jantar anterior, e o inicio das negociações com a Eva.

A conversa com o fornecedor deu no mesmo, foi chover no molhado, e acabámos por não chegar a um consenso.
Quanto à rapariga, as coisas foram diferentes. Apesar de ter um master, ter vivido em NewCastle, States e ter viajado pela riviera francesa e pelo Mónaco, conseguimos manter o salário dentro das nossas expectativas.
O inglês é muito bom, com um certo " british accent ", uma cultura muito acima do normal para chinesa e para responder ao que muitos estão perguntar " mesmo sendo china, tem um aspecto gostoso". ( alguém acabou de ter 2 ataques cardíacos hahahaha )

As coisas parecem compor-se!!!!!!!!!! :)

Zhuhai Day 2

epois de uma pequena reunião no bar do hotel, fomos procurar fornecedores. Desta vez ia ser fácil, tínhamos tradutora. Uma pequena nota, confesso que passei mais tempo desta semana no bar do que no meu quarto ( e não foi por estar nos copos....), mas era o local mais fácil para trabalhar.

O primeiro foi logo riscado pela janela do taxi, e passámos ao segundo. Era tipo um broker, que tinha a fábrica para lá do boda, trocámos contacto e fomos à vidinha. Ainda assim, perdemos 45 minutos. Típico... Aqui saliento as casa de banho do piso, capazes de curar a incontinência a qualquer um. Pikaxu, tens aqui uma dica para os teus doentes ;)

Passámos ao seguinte, não sem antes ir a um restaurante de Yunnan, com um comida picantezinha.
Uma vez mais, e note-se com uma chinesa, estivemos 10 minutos - cinco dos quais ao telefone com o dono da fábrica - para descobrir onde aquilo era. O taxista, olhava para nós com aquele ar de " isto é normal, senão é aqui, é ali, havemos de dar com aquilo...."
Depois de descortinar qual era o edifício, lá subimos as escadas ( não têm elevador) para o terceiro ou quarto andar, onde claro está, há uma fábrica. Mesmo com tradutora, estivemos umas 3 horas, para trás e para a frente, e claro uma vez mais a cotação haveria de seguir mais tarde por e-mail.


Em jeito de balanço, só este último parecia interessar, todos os outros eram para riscar. Acabámos por acertar no prognóstico.
Chegava de fornecedores para um só dia, fomos reunir com um departamento do Governo, supostamente pela ideia que me tinham dado, era uma qualquer repartição e o tipo com que nos íamos reunir era o rapazinho que nos ia ajudar a preencher as burocracias. Como não fala inglês, teríamos de levar tradutor, porque não havia ninguém para explicar em inglês.

A tal repartição é um governo, o rapazinho é o maioral daquilo tudo, e até diz umas palavra de inglês ( não estava era para se cansar) e eles têm uma miúdas novinhas com um inglês fantástico e capazes de compreender o que efectivamente quando fazemos uma pergunta. Isto é algo de extremamente raro, embora o Conan seja uma boa ajuda ( pelo menos até agora...)


Lá estivemos nós reunidos com mais 6 chineses, um deles extremamente mal encarado e claro tinha de ser esse que mais tarde ficou nosso "Accounter " e que nos preenche os papeis etc.
Nessa reunião, de uma forma muito chinesa, os tipos começaram por negar todas as ofertas que já nos tinham feito, mas acabámos por reconquista-las. Depois de debatermos tudo novamente, o que em qualquer outro país era visto como ineficácia, ineficiência e um brutal teste à paciência recebemos uns impressos e mandaram-nos à vidinha. Afinal era 6ª feira, e já passava das 18h. O funcionalismo público nunca falha.

No fim disto tudo, ainda fomos jantar com outro fornecedor, através do qual conhecia a Eva, para discutir preços e retribuir o jantar da vez anterior.
Fomos novamente a um restaurante e entre várias coisas pedi aquelas costeletas picantes, começo mesmo a gostar disto, para acompanhar a Tsing Tao. Cometemos um erros terrível, fomos novamente na cantiga do Great Wall, desta vez um Cabernet Sauvignon, de 1998. Curiosamente, o rótulo tinha o patrocínio dos Jogos Olímpicos, podem desde já imaginar o quanto de 1998 tinha aquele vinho. Uma vez mais, saiu-nos um vinho terrível, talvez não tão mau como o anterior, mas....

Depois de muita conversa, não resolvemos nada. O tipo estava a ver os custos de forma muito diferente da nossa, pelos salários que falou deve ter operários com PhD e a fábrica em Xintiandi.

Zhuhai Day 1

A treta do furacão não só me fez esperar aquelas horas todas em Shanghai como alterou toda a minha agenda.
O que era suposto fazer na 4ª feira, e tudo o resto dependia disso, foi passado para 5ª à tarde, mais uma reunião com o Governo.

De manhã, aventurei-me sozinho, e lá fui procurar fornecedores.
Os dados destes fornecedores foram dados pelo Governo, e incluem Nome, morada ( sem numero de porta ou andar), descrição da empresa, e claro sem numero de telefone. Para abrilhantar a coisa, a informação é toda em chinês, o que ajuda imenso. Daqui se conclui, a função pública é igual em todo o lado, não fazem nada e no dia que fazem, é mal feito ou incompleto.

Lá dei com a rua pretendida, mas claro, sem numero de porta não é fácil. Perguntei a um, perguntei a outro, uns diziam para a direita, outros para a esquerda, e a maioria dizia, " Wo tin bu don" ou seja, não sei, não faço ideia.
Depois de 10 minutos à procura - teria demorado o mesmo se fosse com um chinês, porque isto é muito natural - encontrei a porta do prédio e enfiei-me no elevador até ao sétimo piso. O enfiei-me dentro do elevador foi literalmente, pelo aspecto do tecto, não queria ser atingido com nenhum candeeiro ou afins.

Se há coisa que me fascina são fábricas de 15 e 20 andares, onde até no último piso há máquina gigantescas. ( Parece a anedota do brasileiro, que até em cima das palmeiras tinham moinhos...).

Mal cheguei, encontrei duas senhoras numa sala, com aspecto de secretárias, tentei falar em chinês, mas como é hábito, estavam-se marimbando para o meu chinês....
Felizmente uma dessas senhoras era a dona da empresa, e tem um filho a estudar nos States, que por acaso estava de férias na China e tinha regressado nesse dia de uma viagem.
Fui falando com o rapazinho pelo telefone, embora já tivesse explicado à mãe o que queria, ele foi traduzindo e mantivemos uma relação telefónica por 20 minutos.

Voltei a falar só com a mãe, sem tradutor, e uns 10 minutos depois aparece o rapazinho. Meio latagão e obeso para quem tem só 17 anos.
Depois de 4 horas a falar, ver amostras, pedir cotações, rever, voltar a rever, e rever novamente as amostras, lá consegui sair, ficando à espera das devidas cotações.

Estava na hora de ir para a dita reunião com o Governo, desta vez com um tipo novo.
Como nem pequeno-almoço tinha tomado, achei por bem comer qualquer coisinha, não fosse desfalecer a meio. Lembrei-me logo do japonês perto do Foreign Trade, e como tinha levado o cartão nem valia a pena pensar noutra coisa. Afinal aquilo era perto, saboroso, barato e não tinha morrido. Era claramente merecedor de uma segunda visita.

Depois de enfardar, quase sem mastigar, 8 ou 9 pedaços de sushi, lá fui para a reunião, debaixo de um calor insuportável. Eu bem tento comprovar a teoria do meu avô, que usando um blaser não se torna tão quente, mas até agora tem saído sempre furado. Devo andar a escolher os blasers errados....

No fim de toda a correria para chegar a horas, e cheguei, tive de esperar cerca de 20 minutos, numa sala cujo o ar condicionado só é ligado quando entro. Felizmente que fui brindado com um copo de água a ferver, que isso sim refresca. Se em vez de água a ferver, note-se que não é chá, servissem umas cervejinhas bem geladas, não só aliciavam muito mais os investidores, como ainda se tornava mais fácil impor condições. Estes rapazinhos têm tanto a aprender....


A reunião até correu bem, claro que foi tudo contradito na seguinte, mas nada de novo.... No fim, e como tinha de ir a Gongbei para me encontrar com o Dr. JT, achei por bem não ir à aventura para mais um fornecedor. Regressei ao hotel que havia ( e ainda há) muita coisa a fazer.


Ao final da tarde, lá fui para Gongbei, onde encontrei o Dr, e fomos tentar recrutar um tradutor e alguém para trabalhar connosco.
Por indicação do Lit Choon, fomos aos DVDs onde estaria um bom alvo. Depois de muito negociar, e com algumas deixas pelo meio, reparámos que ele não estava muito interessado em deixar a venda de DVDs piratas e que passar para o lado da legalidade, está longe de acontecer. A única coisa que dizia era " O balato saí caro" e " O que é bom custa dinheilo,,,, " sempre que comparávamos os preços com os de Shanghai. Ainda assim comprei 3 DVDs da Diana Krall, parece que mais alguém teve essa ideia, principalmente agora que não posso ir ao concerto em Lx. ( Por falar nisso, vendem-se 2 bilhetes!!! Há interessados???)

Depois de deixar as coisas no hotel, de uma cerveja para descontrair, fomos jantar.
Como ainda não estou muito familiarizado com a cidade, perguntámos no hotel um bom local para jantar. Veio logo o artista da recepção que está sempre a tentar impingir putinhas, dizerque conhecia um muito bom de marisco.
" Eh pah, não queremos marisco, queremos aquela rua que é só restaurantes...." ao que ele responde " Pois, mas aquele é muito bom". Lá fomos parar à rua dos restaurantes, mas por indicação dele parámos mesmo à frente do tal restaurante. Fomos caminhando, para cima, para baixo, até que nos apareceu um restaurante com grelhados, e comida indiana e arriscámos.

Os bifes até estavam bons, mas o vinho.... De facto, Great Wall, por muitas voltas, que se dê não é de todo bebível. Percebo agora a moda da Sprite e da 7up!!!!

Mal chegámos ao hotel, lá estava o artista à nossa espera. Confesso que pensei que ele ia novamente oferecer putinhas, mas lá viu o Dr. JT e absteve-se ( já eu, devo ter cara de putanheiro....). Perguntou se tinhamos ido ao restaurante, dissemos que não, ao que ele pergunta quase tão rápido a qual fomos, como pega no telefone para ligar para o restaurante. Este rapaz vai chegar longe, distribui jogo em várias frentes, e recebe comissão em todas :)

Viagem para Zhuhai

O que parecia ser mais uma viagem banal, acabou por não o ser....

Saí de casa do Gago, com o caixão ambulante, leia-se mala de viagem, e lá fui eu, às 8h50m tentar encontrar um táxi.
claramente não é uma tarefa fácil, especialmente com o tempo incerto, ora faz sol ora chove torrencialmente. Lá caminhei uns 200 metros e vi um táxi a 50 metros. Nada melhor que uma grande mala para fazer um táxi esperar por nós, pensão logo em Pudong Aiport, ou seja 150 bimbys.

Estava eu a aproximar-me, uma chinesa que me tinha visto a chamar o táxi aproxima-se para o tentar agarrar. Comecei a gritar "ah ah ah ah" ela olhou e fez que não percebeu, e vai para entrar, repeti e ela então percebeu que naquele instante estava a habilitar-se a levar um malho, e pediu desculpa e desistiu. Mais uma vez prova que os chineses são mal intencionados. Eles sabem que estão a fazer algo de mal, não é por serem ingénuos ou distraidos que o fazem. E quando chamamos à atenção, mesmo que em português, eles sabem perfeitamente os motivos pelos quais o estamos a fazer.

Malinha no carro, instalado, instruções dadas e reparo na licença do taxista. Quatro estrelas!!!!!
É a primeira vez, em quase um ano, que vejo um. Voltei a ter esperança de encontrar um cinco estrelas, um lince da Malcata e um chinês sério e trabalhador.


Chegado ao aeroporto, terminal certo, 2 horas de avanço, tudo a correr pelo melhor.
Ao fim de 20 minutos de espera, lá consegui fazer o check-in, e quando está tudo tratado, o tipo pergunta-me se percebo chinês. Disse-lhe que sim e pensei, como lhe disse 2 ou 3 coisas em chinês, o gajo deve pensar que sou barra nisto. Nesse mesmo instante começa a discursar. Numa situação normal, tinha olhado para ele ria-me dizia-lhe " yah, yah, pois e o caraças, vai lá à tua vidinha e não me chateies". Mas comecei a tentar perceber o que ele estava a dizer. Primeiro pensei que ele estava a dizer que tinha de fazer um segundo check-in num balcão ao lado, mas depois percebi.

Ainda assim pensei, nahh, não percebi mal com certeza, e pedi ao colega do lado para me dizer em inglês. Afinal eu estava certo....

Devido a um tufão em Macau e Zhuhai, o voo tinha sido cancelado, mas estava um autocarro à porta do aeroporto para nos levar para um hotel. Isto claramente não é bom, dizerem-nos que temos de ir para um hotel, por causa de um atraso do vôo, em chinês quer dizer qualquer coisa como só vão voar daqui a 1 ou 2 dias.

O hotel, 100% chinês, de certa forma manhoso, fica em nenhures, numa daquelas terrinhas periféricas a Pudong, onde nunca passou Cristo. Só para dar uma ideia, a cor exterior é rosa choque.
Como havia mais um não-amarelo, ficámos juntos no mesmo quarto. Um tipo de certa forma simpático, a fazer lembrar o Avô Cantigas e com isso o Vital Moreira, o que logo à partida não é bom. Fomos conversando, inclusivamente durante o almoço numa daquelas mesas redondas ( bem manhosas) com mais 10 chineses, a depenicar umas tretas que nos iam trazendo para comer.

Às 4h30, depois de quase 7 horas naquele hotel fantástico, lá fomos nós para o aeroporto...

Assegurámos onde era a porta de embarque, fomos lá confirmar ( na China nunca se sabe...) e depois de nos oferecerem uma refeição chinesa, manhosa acompanhada de pepsi, partimos em busca de comida.
Por comida entenda-se algo que não seja chinês, nem que seja um Mc, um cachorro ( ai o que eu tinha dado por um cachorro) ou outra porcaria qualquer. No fim de 30 minutos a caminhar, e de algumas tentativas frustadas , voltámos à base.

A viagem até não correu mal de todo, apesar de ter demorado 3 horas em vez de 2 horas e de uma dessas horas ter sido no programa de centrifugação de roupa, felizmente a baixa velocidade, aterrámos finalmente em Zhuhai, com mais uns balanços na pista.

Punha-se uma questão, como mudámos de avião, de voo ( até de bilhete) será que as nossas malas também tinham chegado a Zhuhai?

Sai uma mala, e nada. Saíem duas malas e nada. Saíem 10 malas e nada. Saíem 20 malas e nada. Saíem 30, 40 e nada....

... Finalmente aparece a minha mala, capaz de levar 10 Maddies :)

Estava na hora de apanhar boleia para o centro de Zhuhai.

Depois de ter atravessado o que poderia ser facilmente confundido com um riacho, mas não passada do parque de estacionamento do aeroporto, lá entramos para o carro e posso garantir que não havia um único bocadinho do meu corpo que tenha escapado à chuva. Claro que o Noé, diria " Chuvinha de merda, é o que é, quase que nem dá para molhar...."

Uma hora depois, sempre a uma velocidade de 60 km/h lá cheguei ao hotel, despedi-me da minha boleia, fiz o check-in e fui jantar, era meia-noite e estava morto. Que dia....


P.S: Desde o check-in até entrar no quarto fui acompanhado por um tipo da recepção, além do bagageiro, a perguntar se eu vinha para trabalho, ou para diversão. E se não queria divertir-me, porque ele conhecia umas raparigas altas e muito giras. Além disso só custavam 300 RMB.... Disse-lhe que 300 RMB era muito caro e fechei-lhe a porta na fronha, pela 2ª vez.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Festas emigrantes em Shanghai

Todo e qualquer emigrante passa o mês de Agosto em festas. Nós não somos excepção....

Iniciou-se ontem a primeira ronda de aniversários Shanghaios, o Albes.
Depois de um jantar de Yunnan, com especial destaque para umas espetadas bem gostosas, uma batatas fritas divinais, tudo regado com Duvel, fomos trabalhar.
Ora como 30 anos não se fazem todos os dias, e como o Zapatas estava vazio, fomos experimentar bares diferentes ali nas redondezas. Claramente uma noite diferente, chinesa, em que o Albes acabou a traduzir caracteres. Calminha, mas a loucura....

Tenho pena de não estar cá no fds para a verdadeira festa, essa sim além de diferente será por certo interessante.

Parabéns meu caro!!!!!!!

Primeiro porque só têm um filho, agora não querem ter o segundo....

Couples unwilling to have 2nd child
By Wang Hongyi (China Daily)
Updated: 2009-08-05 09:19

SHANGHAI: While China's family planning policy restricts most people from having a second child, more than half of those eligible to have another child don't want one. And the reason, according to a recent survey, is purely financial.

"It's not the family planning policy that makes me hesitate because my wife and I are both eligible (to have a second child). But what we are facing now is huge economic pressure," said 32-year-old Shanghai IT engineer George Zhang, whose wife is expecting their first baby.

"My entire income will go toward paying off our housing loan and the child's food and clothing," he said. "I can't afford a second baby, though I envy those families who have twins." The survey was conducted by the Shanghai-based Dongfang Daily following a reminder from the city government last month telling couples that if both spouses are sole children, they are eligible to have a second child.

Among the 829 surveyed, 23 percent were eligible to have another child. Of those, 59 percent said they don't want a second baby, 18.5 percent said they wanted one and 22 percent expressed hesitation.

Among those disqualified from having a second child, 51 percent said they wouldn't have another baby even if the policy allowed them to.

When asked about the reason, 86 percent said the primary concern was money.

More than three million people, or about 22 percent of Shanghai's population, are aged 60 or above.


http://www.chinadaily.com.cn/china/2009-08/05/content_8523396.htm



Nada como o serviço social num Estado comunista....

Victims of water pollution get 50 yuan compensation
(chinadaily.com.cn)
Updated: 2009-08-05 15:59

Nearly 4,000 Chifeng citizens among the 4,322 who were sickened by drinking contaminated tap water have been cured, and the local water supply company promises to pay back certain water bills, the Beijing News reported Tuesday.
As of August 2, local citizens in the affected area were informed the water supply company will compensate them by returning 50 yuan ($7.30) to their water cards.

The government has been using a temporary pipeline and fire trucks transporting clean water to supply the citizens. And a new pipeline that will offer a water supply in the affected area is under construction. The government promises to put it into use in September, said Gao Xihua, secretary-general of the Chifeng government.

Many citizens have not had a shower in days, and others have been forced to go to work without even washing their faces, as clean water was still in short supply, earlier reports said.


http://www.chinadaily.com.cn/china/2009-08/05/content_8527956.htm

O que o amor faz a um homem...

Man fakes million-dollar deposit to impress girlfriend
(China Daily)
Updated: 2009-08-05 09:41

Police in Qiqihar, Heilongjiang province, arrested a man who tried depositing 250 million yuan ($36.5 million) in a bank using a fake deposit slip last Tuesday.

He had walked in the bank with his lover, hoping to impress her, when in fact he had no money at all.

Bank clerks noticed the fake slip and called the police.

The man confessed he had bought the deposit slip for 450 yuan and his only intention was to impress his sweetheart.

(Hecheng Evening News)


A casa II...

Deixei a casa esta semana, porque na altura da negociação e com os stresses habituais, tínhamos combinado que já não queríamos a casa, e caso surgisse alguém interessado eu não me importava de sair.

Por um lado tem lógica, embora a casa seja mais barata que o hotel, grande parte dos próximos tempos vou estar fora, e por isso estou a pagar duas habitações desnecessariamente.
Por outro, já tinha as coisas todas espalhadas ( também arrumei em 10 minutos), já cozinhava... Mas pronto já está.

De facto na semana passada, apareceram lá umas criaturas, 3 chinesinhas, com ar das couves, e com um chino com ar de lateiro. De início, a avaliar pela pinta, confundi a criatura pelo "dono" das outras três, mas só mais tarde é que reparei que já o tinha visto antes, era um dos 935688754333256898 agentes imobiliários daquela cidade. Aliás, um dos que me andou a mostrar casas para a Maria João, e que depois acabei por conseguir sacar o contacto da senhoria, e caso tivéssemos feitos negócio, não haveria comissão :)

Finalmente estava a habituar-me à casa...
... mesmo com toda aquela escadaria ;)

Uma das coisas que sempre me intrigou foi o porquê daquela praça não ser melhor aproveitada. É um local sem carros, com espaço para esplanadas, onde existem muitos estrangeiros, seria perfeito para abrir coisas mais ocidentalizadas. Mas nada, há um Ajisen, um KFC chinês, uma garrafeira e um salão de jogos. Tudo o resto é do mais chinês que se possa imaginar.

Finalmente desvendei o mistério, a falar com a Ruby do Starbucks, ela explicou-me o porquê da taxa de ocupação daquele empreendimento ser tão baixa, especialmente a nível comercial. Supostamente há uma má onda ( ou lá como se chamam essas tretas) e por isso os chineses evitam aquela zona. Como devem compreender, não faço ideia disso, mas estranhamente, todos os edifícios interiores estão vazios, nunca foram ocupados nem com lojas nem apartamentos.

Yo no creo en brujas, pero que las ay, ay

Another weekend in Shanghai....


6ª feira mal cheguei, antes de ir a casa, fui directo para a ASC Wine House, para umas provas de vinho. Supostamente ia a cambada toda tuga, mas claro cortaram-se à ultima da hora.

Lá tive eu e o Gago, mais uma coleguinha chinesa dele ( com bastante nível) de fazer as provas. Foi contra a minha vontade porque eu não queria, mas pronto, alguém tinha de o fazer e eu pelo bem geral sacrifiquei-me. Por acaso um bom vinho, embora com um final de boca estranho. Ainda assim gostei....

Depois de preparados e de bastante mais bem dispostos fomos para o DaMarco ( local original) para aí sim juntarmo-nos ao grupo todo. Desta vez não só os cimpors estavam completos e ainda pareceram duas meninas ( uma tuga e outra coreana) de Beijing.

Depois de um tagliatelli de lagosta estávamos quase preparados para ir trabalhar. Obviamente tive de ir a casa deixar a mala, e claro, tentar por-me bonito. ( obviamente não fui bem sucedido).


E fomos para onde????


Para o Velvet.... Tuga team sempre à procura de novos spots :)

Enquanto uns aplicavam a máxima " A nossa solidez faz parte das vossas vidas" ( vossas leia-se delas) outros aproveitavam para confraternizar com amigos que ainda não haviam encontrado. Este é claramente o meu caso.

Como aquilo estava fraquinho, resolvemos ir fazer uma ronda.

Cimpor team inventou que devíamos ir ao M2, esse belo antro onde só há chinesas, e cujo o ar é parecido ao de Guangzhou, irrespirável. Ao fim de algum tempo as minhas preces foram ouvidas e lá fomos para o Rouge.
Mas a noite estava toda claramente fraquinha, tão fraquinha tão fraquinha que quase nem havia putinhas no rouge.

Aceitámos a derrota e fomos para casa, no dia seguinte haveria mais....

Nessa madrugada chegaram mais dois inquilinos para o Ap 3303. Era 7h30 da manhã quando chegaram, e por incrível que pareça eu ainda não tinha conseguido adormecer.


Depois de instalados, lá consegui adormecer e claro, a alvorada foi adiada para horas
de almoço.

Olha pra eles, tão românticos.... :)



Depois de uns caracóis espectaculares e um belíssimo bife tártaro no Le Saleya e como o tempo estava bem manhoso, decidimos enfiarmo-nos 8 macacos em casa a jogar cartas, sem antes apreciarmos e debatermos as qualidades da tv do João Pedro.

O jantar foi estupendo. All you can eat, all you can drink, num japonês da DongHu lu, onde foram feitos brindes a todas as criaturas que já passaram por Shanghai, algumas delas brindes duplos, e tudo por 17€. E o mais inacreditável, é que não só a comida mas também a bebida são boas. Depois de um jantar muito animado fomos para o Velvet, onde estive pouco tempo, para fazer uma retirada estratégica. Claramente perdi a melhor parte, quando 2 portugueses, sem se conhecerem e sem saberem a nacionalidade um do outro, conseguem acabar com a noite do Velvet, um por voar para cima de uma ventoinha e juntamente com ela cair em cima do Dj e o outro, por ter empurrado o primeiro. Claramente é preciso ter sorte, fazer uma viagem para a China para "levar na boca" de outro português. Mas está tudo sanado, e são agora amigos :)


P.S: A rapariga é de Singapura, o que denota a diferença. Gago, não é por acaso que é um bom vinho, é porque é da ASC e foste tu a escolher :)


Coisas de Shaoxing

Este post já foi escrito na semana passada, mas com os bloqueios, não é prático aceder ao blog todos os dias, embora seja possível....



Hoje acordei com um sol fantástico.
Estava quase para ir logo de manhã para a fábrica, mas depois pensei " Nahhh, é preferível ficar via skype, é menos stressante pela manhã...."
Confesso-me um pouco relutante, porque pela primeira vez nesta semana não estava a chover torrencialmente, mas acabei por ficar em casa. Estava eu a preparar o meu pequeno-almoço quando toca o telefone.
Era da fábrica, a dizer que o homem do governo de Paojiang, Conan - o homem rã, estava a caminho com um novo cliente, muito interessado nos nossos produtos, e que portanto tinha de ir imediatamente. 5 minutos depois um telefonema a dizer que já tinham chegado. 2 minutos depois uma mensagem a dizer que estavam à minha espera.

Gente stressada logo de manhã não é bom.... Lá fui para a fábrica, ver o cliente espectacular que me tinha saído.
Pois bem, precisamente 30 minutos depois do primeiro telefonema, quando cheguei, já se tinham ido embora. Mas voltavam mais tarde. ( Tanta coisa bonita que eu lhes chamei.... E à mãezinha, ui!!!!)

Lá falei com o Homem Rã e afinal já não voltavam nessa tarde, mas que o amigo dele russo tinha gostado e que voltava etc...

Lá fiquei na fábrica a ver mapas, estudar leis chinesas, casf-flows etc... ( basicamente, fazer contas à vidinha) e a aumentar os meus níveis de stress :)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

As coisas que se lêem na China....


Foi com algum agrado e surpresa que li...


Compraram arroz e leite produzidos em Portugal
Agricultores invadiram hipermercado em protesto contra a falta de escoamento dos produtos nacionais
28.07.2009 - 15h41
Por Lusa


Centenas de agricultores do Baixo Mondego e Gândaras invadiram hoje o hipermercado Continente do Fórum Coimbra, para comprar arroz e leite produzidos no país, em protesto contra a falta de escoamento dos produtos nacionais.
Em resposta ao apelo do presidente da Associação de Orizicultores de Portugal, Carlos Laranjeira, os agricultores dirigiram-se ao hipermercado e, ordeiramente, adquiriram 146 pacotes de leite Gresso e 150 quilos de arroz carolino Pato Real (que esgotou da prateleira), Bom Sucesso e Saludães.

Num "gesto nobre e de solidariedade", os produtos adquiridos serão doados a três instituições de solidariedade de Coimbra, disse o dirigente.

Os agricultores queixam-se da alegada falta de apoio das grandes superfícies para escoar os seus produtos, embora a Lusa tenha constatado que a maioria do arroz nas prateleiras do Continente do Fórum Coimbra era de produção nacional.
O protesto começou segunda-feira, com mais de centena e meia de tractores e máquinas agrícolas no centro da cidade de Coimbra, de onde deverão partir cerca das 16:00.

Carlos Laranjeira manifestou-se aberto ao diálogo com a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), com quem irá reunir, a pedido da associação, na próxima sexta-feira, às 14:00, em Lisboa.
"O que pretendemos é a aproximação entre todos (produtores, distribuidores e industriais), que não seja por nossa culpa que não se façam acordos para salvar a agricultura", disse, avisando, no entanto, que "ninguém cante vitória", porque "não assumirá qualquer compromisso sem ouvir os associados".

Após entregar um documento reivindicativo no Governo Civil de Coimbra, a reclamar a intervenção do Executivo no combate à redução dos preços ao produtor e às dificuldades de escoamento dos produtos, Carlos Laranjeira lançou uma sugestão.

"Se há leite a mais é fácil resolver o problema, o Estado que o compre e distribua pelos mais carenciados e crianças. É assim que se faz política social", sustentou.
A crise no sector, que atinge também o milho e a batata, levou cerca de 800 agricultores a encetarem uma manifestação, a pé, entre a Av. Fernão de Magalhães, onde deixaram os tractores, e o Fórum Coimbra, na margem esquerda do Mondego, com passagem pela Portagem.

A "indicar o caminho" ia um burro, na frente, a puxar uma carroça com plantas de arroz, guiado por uma caricatura do ministro da Agricultura.
O protesto foi promovido por um grupo de agricultores da região do Baixo Mondego e Gândaras e teve o apoio da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), da Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra e Associação Portuguesa dos Orizicultores.

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1393659&idCanal=57

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1078555&div_id=1730





Só falta isto ao Sócrates....

Província de Hubei definia limite nos 230 mil maços por ano


Uma região da China teve uma ideia, no mínimo, fora do vulgar. A província rural de Hubei queria obrigar os funcionários públicos a fumarem mais para aumentar as receitas fiscais.

Segundo o jornal «Global Times», foi ordenado aos funcionários públicos e professores de Gongan que fumassem pelo menos 230 mil maços de tabaco por ano da marca local Hubei, uma forma de ajudarem as finanças locais.

Estes maços de tabaco teriam um valor para as receitas na ordem dos 585 mil dólares.

Mas havia punições para quem não atingisse os objectivos. Aqueles que não ajudassem às receitas ou que fumassem outras marcas de tabaco de outras províncias ou mesmo do estrangeiro seriam multados ou demitidos.

«Este regulamento irá revitalizar a economia local, através do imposto sobre o tabaco», disse ao jornal um membro da equipa de supervisão do mercado do tabaco na região de Hubei, Chen Nianzu.

Perante esta medida, o governo tem estado a ser muito criticado pela imprensa local. Responsáveis consideram que medida é nocisa para a saúde. O edital já foi retirado, refere a agencia Reuters.


Finalmente alguém teve a coragem de pôr o dedo na ferida....

Wednesday, June 17, 2009

Soc Gen: "Expect New Equity Lows In H2", China Is The Global Achilles Heel
Posted by Tyler Durden at 1:35 PM

Just released, a new and highly relevant Weekly Strategy report out from Albert Edwards of Societe Generale. Not only does Edwards, who was previously vilified then praised for calling the 1997 Asian Bubble, see a significant drop in equities before the end of the year, his main concern is every optimist’s greatest green shoot: China.

Most areas in the markets have now discounted a V-shaped recovery. Any doubt will trigger a rapid reversal in prices. I continue to be extremely sceptical and see recent events as part of a 1930s-like, long march to revulsion. Talking about long marches, nowhere in the world fills me with more scepticism than the Chinese economic recovery. The continued enthusiasm for all things China reminds me so much of the way investors were almost totally blind to the fact the US growth miracle was built on sand. China could be the biggest disappointment yet.

Edwards follows up with some very amusing observations on mass delusions:

It is amazing how easily group-think takes a vice-like hold in the financial markets. As the BRIC economies meet for their debut summit, few dare to speak out against the new, ‘New Paradigm’. We also saw this same investor mania 13 years ago with the Asian Bubble, which the consensus thought was a growth miracle. But to go that far against the consensus invites a deluge of hate mail. That is why I keep a copy of a World Bank book entitled Thailand’s Macroeconomic Miracle: Stable Adjustment and Sustained Growth It was published in October 1996, less than a year before Thailand’s (and Asia’s) economic collapse. It is all too easy for investors to buy into beguiling ‘growth’ stories which are in fact utter nonsense. If the bubble of belief in China’s medium-termgrowth prospects finally bursts it will have huge investment implications. I will be writing far more about this subject over this summer. But one thought, if China is doing so well how come Chinese company profits in the year to April are down some 30% yoy (see chart)?


SG have an excellent Asian economist, Glenn Maguire, who, unlike me, has been totally right about the recovery in the Chinese data this year (e.g. for example his Asian Economic Scrapbook – link). But it was notable that when the 6.1% yoy rise in Q1 GDP was published he said the real outturn was actually more like 3.5% yoy, but that the authorities “smooth” the data at turning points. Let me put that into plain English. The Q1 6.1% GDP outturn is simply a lie - and it helps explain why the Chinese data is derided by so many economic commentators. Many have highlighted that the GDP seems inconsistent with other data such as electricity output. This latter series remains weak. In May it declined 3.2% yoy and by 3% on the smoothed basis.

Yet few dare to point out that the emperor’s clothes might be absent. When, for example, the International Energy Agency had the temerity, a few weeks back, to suggest that the Chinese authorities were inflating the data (link), they were met with a robust broadside from the Chinese National Bureau of Statistics. The NBS said on its website "“It is regrettable that the point of view in the original article is groundless……We believe that, for an international organization, this approach lacks seriousness”"– link. I think this is a case of me thinks thou doth protest too much. Nevertheless, an article on Radio Free Asia reported that The National People’s Congress had found “serious fabrication” in official statistics –link and link.

The China doomsday scenario is nothing new, although mocking Edwards would be deja vu (and reckless) based on his prior correct prognostications. Furthermore, it is in both the US and China’s interest to perpetuate the con game that everything in either country is fine. Yet the truth is that the economies of both countries are accelerating their deterioration, yet the respective governments, in an attempt to hold the wool over everybody’s eyes, will be unable to do anything to really address the issue, until in tried and true fashion, it is much too late.

Instead of feigning concern over declining 401(k)’s and the lack of Joe Sixpack’s latest credit fueled Plasma TV spending spree, our President should address every single weakness that America is suffering from, highlight it, and provide realistic alternatives to fix it, instead of betting the farm on increased leverage and speculative second derivatives of hope. The same goes double for our biggest creditor, although both imploding at the same time due to a disconnect between reality and perception, would have a poetic symmetry to it.


Isto talvez explique muito sobre a culinária "chenesa"

Restaurant manager, 27, fined for firing at ATM
(China Daily)
Updated: 2009-07-29 08:58
A 27-year-old man in Hangzhou, Zhejiang province, recently had to cough up a fine of 5,874 yuan ($860) for firing gunshots at an ATM machine, destroying it completely.

Qi Wei, a restaurant manager, said he was bored waiting for a friend and decided to use his recently acquired gun on a non-living thing to kill time on the night of May 24.

A surveillance camera on the street filmed Qi firing at the ATM machine like a terrorist. He was arrested three days later.

(Youth Times)

Mais um fds em Shanghai :)))))))

Sexta-feira fizemos um jantar de despedida à MJ, anseava tanto ir para Portugal como eu para Shanghai...
Depois de um jantar calminho, ficámos no bar/restaurante, muito tranquilamente. Claro está que depois, Velvet, havia muito para trabalhar.

Foi mais uma noite como outra qualquer, Velvet, Rouge e Mao... Obviamente que só para um grupo de resistentes.

A meio da viagem para o Mao perdemos um pelo caminho, teimava em ir comer e fugiu num semáforo. Enfiou-se no taxi do lado e só o vimos na tarde seguinte. Shame on you Mr. Puss Puss!!!!

Antes de entrarmos no Mao fomos petiscar umas espetadinhas de rato, bem gostosas como sempre, e entretanto conhecemos um francês ( esse povo manhoso...) que quando soube que éramos tugas informou-nos logo que já tinha estado de férias em Albufeira ( aquilo é como a foz dum rio, vai lá para tudo....) e insistiu em fazer uma dissertação sobre a diferença entre " anda CÁ caralho!!!!" e " anda AQUI caralho!!!!". Acho que nem a Isabel Alçada sabe a diferença, mas ele tentou explicar-nos de forma bastante convicta.


Sábado, depois de mais um almoço no Element Fresh - que deixaram de ter oos meus tão queridos vodka raviollies... - fomos começar uma tarde de árduo trabalho!!!

Começámos no Fat Olive, a apreciar a vista, as vistas, e a beber um vinho branco. Não era dos meus favoritos, mas o local e a companhia compensou... Aliás, nós pedimos um vinho da Ritinha e só a meio da garrafa reparámos que o vinho era da ASC, ou seja não Rita mas do Gago :)

Finda a garrafa, e como havia uma mega recepção preparada à Mrs. Churches fomos para o Citizen, para mais uma jornada de mota. À hora marcada, lá estavamos nós os 3, sós e abandonados e sem noticias de viva-alma... Contrariados, lá pedimos mais umas coisas para beber, e com a chegada do Gago ( já eramos 4, yuppi!!!) encomendámos também comida, até porque o jantar não me inspirava muita confiança.

Aproveitei para visitar os "antiquários" da rua... Bem, coisas velhas tinham muitas, por norma feias e quando tinham algum design a qualidade dos materiais era claramente má ( há coisas que nunca mudam!!!) Salvam-se os candeeiros de secretária, mas 3000 bimbys é claramente um abuso

Finda a garrafa, e os anfitriões sem aparecer, fomos para o tasco ao lado, Osteria.....

Aí foi claramente o descambar!!! Além das ostras canadianas e das americanas, fomos provando de tudo, até vinho verde português ( cujo o nome não me recordo, nem nunca tinha visto, mas não fiquei com saudades). Aí sim, aos poucos começaram a chegar os restantes, casal Iglesias incluído, e no fim de umas quantas garrafas de vinho branco fresquinho, umas dúzias de ostras e mais uns snacks fomos finalmente jantar.

O restaurante escolhido, contra a minha vontade ( ai Rui Bom, estes tipos estão perdidos....) foi chinês de Hunan. Confesso que não conhecia, e que gostei. Umas costeletas, que obviamente se comem à mão ( ai se a minha mãezinha via isto.... lol ), umas batatas que se esqueceram de fritar ( ou não, se calhar é mesmo assim cru), arroz, amendoins e mais umas quantas tretas. Obviamente, a tsintao nunca faltou....

E para onde fomos depois de jantar???? Ao Velvet com certeza.... E depois???? Ao Rouge.... E depois???? Ao Mao...

What a city!!!! :)



No domingo, houve mais motas, claro está....

Depois de uma passagem, relativamente rápida pela Enoteca, uma passagem ainda mais rápida pelo fake, fui cortar o cabelo.
Este foi a segunda vez num espaço de uma semana, e confesso que não fiquei contente. O cabelo rapado, apesar de não ser unanime, eu gosto. O cabelo rapado à máquina zero, de facto não fica muito bem :(

Meio desolado com o meu novo visual, lá fui eu para Shaoxing. Ia ser o meu primeiro dia na casa, havia muitas coisas para arrumar, e ainda tinha de acabar umas coisas para a LB...

Descobri uma nova paixão!!!!

Neste momento estão a pensar....
Quem é?
Nacionalidade?
Haverá fotos no Facebook?
Será que foi desta que apanhou a febre amarela????




Pois a verdade, é chinesa...








...tem duas rodas, um motor eléctrico e chama-se scooter :)

Passei um fds fantástico, de um lado para o outro de Shanghai, sempre de moto, com uma condução verdadeiramente chinesa, entenda-se sem capacete, pelos passeios, em contra-mão, nas passadeiras, passar vermelhos, apitar de 2 em 2 minutos, apitar às bicicletas, às cepas ao rapazote na mota do lado, tudo o que se possa imaginar.... Aliás, acho que no próximo fds, vou mesmo comprar uma mota e juntar-me ao cino-luso moto clube de Shanghai :)

A casa...

Já estava farto de hotel, como tal resolvi ficar com a casa da Maria João.

Por um lado queria o hotel, por ser mais prático, e até porque vou estar muito tempo fora, mas por outro...

Esta casa é maior que a minha, mobília mais simpática, bem equipada ( a outra também estava...), tem a renda mais baratinha ( não houve um filho da puta dum caixa d'óculos chinês no meio), tem 3 terraços, 2 casas de banho, continua a ser em dois pisos, sendo o último as águas-furtadas e claro fica na internacional square. Embora tenha 3 frentes, fica à mesma altura da outra casa, mas sem a vista livre e desimpedida....

... mas o pior é não ter elevador!!!!

Confesso que as primeiras vezes que subi as escadas ia morrendo, mas agora até é tranquilo, e mesmo depois das minhas longas caminhas não há problema algum.

Shaoxing, Shaoxing.....

O regresso a Shaoxing faz-se sempre notar.


Por mais voltas que se dê, há sempre um taxista aos berros, nem que seja só para dizer "olá".

Mas no geral a primeira semana correu bem melhor do que eu esperava. A recepção na fábrica foi normal, apesar da Maria João achar que eles ficaram eufóricos. Sinceramente acho que não, a única pessoa que ficou eufórica foi mesmo ela, por saber que com a minha chegada ela se ia embora :)

Há algumas coisas a alterar, e reorganizações que já começaram a ser feitas, mas saliento o Tom. Ele até é bom rapaz, prestável e tudo, mas tem um certa cara de tótó ( certa é claramente ser simpático...). Pois bem agora arranjou uns óculos que exponência essa sua característica. Claro que uma desgraça nunca vem só, além dos óculos anda de calças de fato azuis, arregaçadas até aos joelhos, meias azuis e chinelos azuis de piscina. Hilariante :)))))))))))))


A minha vida regressou ao mesmo, casa, fábrica, starbucks, jantar, starbucks.... Também não há muitas mais coisas sociáveis ( para gente normal) a fazer nesta terra.

Houve um dia que fomos às massagens, perdemos o amor a 4.5€ e lá fomos nós para uma hora de massagens de pés + costas. Agora que penso, acho que vou acabar este post com os pés dentro de uma tina de qualquer coisa que cheira a leite de coco.

Num dos dias tivemos ainda um jantar com a contabilista, muito interessante e que deu para, finalmente, perceber o funcionamento do IVA na China. Claro que no meio surgiram algumas dúvidas sobre tratamentos contabilisticos feitos, e houve coisas que tiveram de ser refeitas, mas pronto....

Após muita insistência, e até porque a MJ nunca tinha ido e merece, fomos no ultimo dia ao Jeep Club. A loucura!!! Musica catita, cerveja quente, gente feia, nada mudou... Quando estava a preparar-me para sair, veio um chinês fazer um brinde comigo. Caí no erro de dizer que já tinha acabado a minha cerveja, mas que agradecia na mesma. Em menos de nada, estava já com uma na mão, e a Maria com outra. Depois de 50 brindes, mais um cerveja.... Lá dançámos, nada como fazer umas danças manhosas e ver as reproduções instantâneas nos chineses. Lindo!!!!

Lá conseguimos fazer uma saída estratégica e fomos embora. Já que estávamos ali, porque não ir à disco do lado??? Uma entrada muito rápida e uma saída ainda mais, mas deu para ver o quão bom que era.
Estou em crer que a noite para ela nunca mais será a mesma coisa....

Apesar dos apelos, o KTV ficou para outro dia, e com outra alma. Tinha purificado a minha alma para mais 2 anos, não precisava de ir ao KTV....

segunda-feira, 27 de julho de 2009

She shan


Palavras para quê...

Um hotel em Shanghai ( arredores) que parece tudo menos China.

Espaço limpo, muito bem aproveitado, com lago, um piscina brutal e claro um mega brunch, que dá que pensar: comer até morrer ou ir para a piscina? É um trade off complicado...

Além disso vista para a Igreja portuguesa de Shanghai, lá bem no cima da montanha, mas dá para ver.

6 horas na piscina, com um jogo de polo aquático, no mínimo fiquei desfeito.

Aqui ficam algumas fotos, na maioria do site para se babarem....






Sábado em Shanghai...


Depois de almoço, fui com o Alves para o Citizen, ele para estudar chino eu para adiantar mapas da "Lolenze beu".
Do Portman até lá, fomos apreciando as remodelações que a cidade está a sofrer. As fachadas estão a ser limpas, recuperadas ou mesmo feitas de novo, e todas as lojas têm uma plaquinha à porta com o seu historial. Afinal a expo está à porta, e em Janeiro de 2010 não podem existir andaimes na rua, nem obras etc.
Após uma produnda análise concluímos que a abrir um negócio em Shanghai, terá de ser na Shanxi Lu. No mínimo, aquelas lojas estão lá desde os anos 50, ou seja, por muito mau que seja o negócio, não há um que feche. Ai, vai haver tantos turistas a comer estas coisas....

Depois de jantarmos na Taikan Lu, fomos trabalhar... Claro que nem todos foram, típico,e muito menos aguentarem até ao final. Os resistentes fizeram Velvet, Rouge e acabámos a comer no estabelecimento do Paulo Luís. Nada como uma minestrone e um mega-burger antes de deitar.


Regresso a Shanghai


À medida que ia atravessando Nanpu Bridge em direcção a Shanghai, fui sentindo uma sensação fantástica. Dei comigo a pensar, " Como é que alguma vez deixei esta cidade???"

A vista de Pudong, a Pearl Tower, o WFC, e todos aqueles prédios, ainda iluminados.... Top!!!!!!!

Fui direito ao One Park Avenue, para casa do Alves e do Bom. Como o Rui está na Índia, estabeleci lá arraiais, e para ficar :)


Malas em casa e banho tomado estava na hora de ir conhecer uma nova casa de Shanghai. Depois das saídas, trocas etc o AP finalmente desfez-se e o Gago e a Ritinha foram morar juntos e nós como bons amigos fomos fazer a inauguração da casa :)

Depois de uma jantar animado, onde fiquei a conhecer mais umas quantas personagens chegadas após a minha partida, fomos dar um pé de dança ao Velvet, esse belo local de diversão :)

( Neste momento, os regressados a Portugal já estão a insultar-me...)


Quanto ao Velvet não há nada a dizer, o mesmo de sempre, boa música, reencontrar umas quantas personagens e claro, dançar e claro, copos...
Apesar do adiantado da hora, e como era a última noite do Jerevásio, decidimos ir para o Rouge. A fasquia sempre a subir...

Ora, em alternativa a pagar para entrar resolvemos comprar uma mesa, mesmo na ponta do terraço, no meio, de frente para a Pearl... Para mim é claramente a melhor mesa do Rouge!!!!
Aquela vista de facto é inigualável, nem Casa do Castelo, nem Club 29 Antalya, nem Buzz Istanbul, nada....



( Aqui, já há quem esteja a fazer vodoo...)

Depois de explorado o Rouge, ainda fomos ao Mao. Ai o Mao, o Mao....

Depois de uma abordagem do John Churches, Juan Iglesias para os amigos, entramos à borla, e fomos trabalhar....
Continua a ser um buraco, mas é espetacular..... Como é que alguém consegue dormir no Mao????




P.S: Era suposta haver mais umas quantas fotos, mas o Churches desapareceu antes de enviar.... :)

Pantagruel...

Um pouco de cultura culinária...

Rats are gathered
Rats

One of the poor rat
rats

Cleaning process of rats

cleaning rats

Cut into chicken-liked pieces
chicken

Chicken-liked rats are ready to be cooked

chicken rat

Rats are being cooked

ready to be coked

Ready to be served

ready to be served

Zoom in!

closer look

Chicken? Rat? Confused!

rat/chicken drumsticks


Acreditem que é bem gostoso...

Macau

Pela primeira vez fui a Aomen ( Macau em Chinês) pela fronteira terrestre.
Depois de atravessar um supermercado subterrâneo, basicamente o Fake de Zhuhai, regressámos à superfície, para hora e meia de filas e filinhas. Além dos 5 impressos para cada lado, e dos controlos por causa da gripe A, da apresentação de vistos chegámos a Macau.

Supostamente íamos ao jantar de despedida dos C13 de Macau, num tasco chinês. Felizmente, o jantar foi cancelado e com isso perdi mais um refeição chinesa.

Esta foi claramente a minha estadia mais curta, nem para visitar amigos deu. Sim, nós e tal temos fronteira, mas fecha à meia-noite. Melhor que isto, só mesmo a guerra do Raúl Solnado, que também fechava e tinha horas específicas.

Valeu contudo não só o franguinho assado como as super bocks que tanta saudade tinha.

Acabado o jantar, rumei às Porta do Cerco ( lado macaense, da fronteira) para mais umas quantas filas e filinhas. Desta vez, foi mais celere.

Zhuhai


Encontrei finalmente o Choon, o contacteante da CLAP.

Depois de uma breve reunião, fomos para Foreign Trade Bureau, ver a localização e comer qualquer coisa antes.
Perguntámos por restaurantes, e por incrível que pareça, no meio de tanto prédio, não havia nada perto. Não haver um restaurante, onde quer que seja na China, significa que estamos no meio do deserto. Apenas um tasco, mas daqueles tascos mesmo tascos, que só de olhar a 5 metros ficamos logo com 2 ou 3 intoxicações alimentares. Obviamente que esse estava fora de hipótese, e ir procurar outro no centro da cidade também.

Demos uma voltinha, e assim do nada surge um restaurante, com os típicos letreiros e as típicas fotos e decidimos averiguar. Quando nos aproximamos era Sushi...
Em qualquer situação normal, nunca iria entraria no restaurante, primeiro porque era de configuração chinesa, e depois porque não ia arriscar comer sushi num pardieiro daqueles. Estranhamente o sushi era muito saboroso, e 3 dias depois ainda não nos fez mal. O melhor foi quando chegou a conta, no fim de comermos até mais não, conseguimos pagar ( no total) 9€.

Lá fomos nós para mais uma bela reunião chinesa, estranhamente sem álcool e sem cigarros. Levamos a estucha do ano, com a apresentação sobre nº de habitantes, PIB, sectores, áreas geográficas, fundação da cidade etc etc etc e claro, a evolução de tudo isto ao longo dos anos. Basicamente, no fim de almoço, com um calor terrível, foi por um triz que não adormecemos. Ora como o tempo estava fresquinho, nada melhor que oferecer aos convidados água a ferver, para refrescar. É que nem chá era, aquilo era só mesmo água e o pior é que o servem de forma deliberada. Outra coisa simpática foi a tradução. O maioral debitava as coisas em chinês, tudo oral, sem qualquer outro suporte, e o assistente ia traduzindo. O problema é que ele era um misto de Mico com Zé Cabra, quando não sabia a tradução dizia: " berebe,berebe, berebe, berebe, UM COPO DE VINHO.... berebe berebe berebe berebe berebe berebe berebe..."

Resultados práticos, confirmámos algumas coisas importantes, mas não houve avanços ao nível do processo. Eles só têm falantes de mandarim para ajudar os investidores estrangeiros, o que faz todo o sentido...

Depois desta hora e meia de massacre, e apesar do céu azul e do sol fomos para o hotel, havia que começar a organizar os contactos e as rondas pelas fábricas a visitar. Tarefa simples, não estivesse a listagem completamente em chinês, sem moradas nem outro qualquer tipo de contacto. Tínhamos um problema, não sabemos ler chinês e não havia forma de saber onde eram as fábricas, o que faziam etc...

A primeira tarefa foi bastante simples, google translator e ficámos com uma ideia geral do que era cada fábrica, mas de pouco servia porque não havia contactos....

Ora, a cabeça serve para pensar e os bons hoteís para prestar bons serviços aos clientes. Desde os empregados do bar ao telefone, às meninas da recepção ao telefone e a descobrir moradas, passando pela gerente do hotel ( com um inglês fantástico) tudo foi usado para ter as informações necessárias. Ao final do dia, já tínhamos todos os contactos.

Saímos para visitar uma fábrica, tipicamente chinesa, num bairro tipo submundo, com tantas outras fábricas ao lado, todas elas construídas em altura. O cheiro de CO2, das tintas e afins era tanto que mal se podia respirar nos escritórios. Na parte produtiva então nem comento....

Depois de explicar o que pretendia, de ele ter dado o preço estupidamente elevado ( mas ainda assim compensador para nós) fomos visitar a fábrica. As máquinas paradas e o local limpo ( o que será impossível) e eu diria que estávamos num qualquer museu sobre a revolução industrial. Rapidamente percebi como o tipo de máquinas que eram, como funcionavam e por isso sugeri regressarmos ao escritório para continuar as negociações. Depois disto, e já noite dentro, fomos jantar a Macau.


Dia seguinte, visitar mais umas quantas empresas.
Nem todas correram bem, muito pelo contrário, até porque diziam que faziam mil e uma coisas, mas a realidade era outra.
Como não conhecemos a cidade, a solução era entrar dentro de um táxi e seguir para a morada seguinte.

Numa dessas viagens, para lá do fim do mundo, e a 150 RMB de táxi para cada lado, fomos visitar uma zona industrial, ( Paojiang lá da zona) mas bastante longe de Zhuhai. Tão longe tão longe que o João passou o limite territorial do visto, supostamente nada de grave.

Uma hora depois, chegámos a uma fábrica, dada a hora, já quase deserta, e começámos a explicar o que pretendíamos. O tipo só falava chinês, e para atalhar caminho, resolveu telefonar para alguém, que lhe deu o telefone de outro alguém e finalmente aparece uma rapariga ao telefone ( com um belíssimo inglês) que ia fazendo tradução. Apesar da coisa ter ficado mais ou menos alinhava, eles quiseram marcar uma reunião para essa noite. Obviamente, a reunião foi no nosso hotel para evitar aventuras.

Isto com tradutor é claramente outra coisa. Não que não chegássemos lá, mas assim é mais rápido e mais preciso. Depois da reunião, pensava eu que nos tínhamos livrado do jantar, afinal eram 22h, mas acabámos por ter de jantar com o fornecedor, a esposa e a tradutora. Acabado o jantar cada um foi à sua vidinha, nós como não tinhamos nada para fazer e não, fomos passear por Zhuhai.




Manhã seguinte, mais do mesmo, mas desta vez só voltaram a aparecer fornecedores de capas de telemóvel e tretas plásticas.....







P.S: O céu estava azul, e via-se o sol porque tinha passado um tofão 2 ou 3 dias antes...

A viagem para Zhuhai



Depois de percorrer a cidade, com um trânsito caótico, lá chegámos à estação de autocarros. Há boa maneira "chenesa" nunca sabem para que lado fica o que quer que seja. Aliás, já ontem tinha reparado nisso. Mesmo com a diferença da língua e do alfabeto, em 9 meses em Shaoxing consigo ir para todo o lado e sei onde fica tudo. Esta criatura mora há 5 anos em Guangzhou, fala cantonês e andamos sempre às voltas. Enfim...
Mas claro, como eu estava carregado com as bagagens, não só ficámos do lado contrário da estação como ainda percorremos todo o seu interior, à procura de algo que estava no exterior.

Lá entrei apressado no autocarro, não só por este estar mesmo a partir mas também para fugir da chuva. ( Espero que seja em quantidade suficiente para lavar a cidade).
Este autocarro, de onde vos escrevo, assemelha-se a um comboio de Shaoxing, não que ande sobre carris, mas porque todos falam, criancinhas gritam e há todos aqueles cheiros a comida, que só quem já passou por eles sabe o quão manhosos e nojentos são.

A criancinha continua a gritar e a viagem nunca mais acaba. Chegámos agora a uma terrinha chamada Huaxun, onde quer que isto fique, e entraram mais umas quantas criaturas. Espero que tenha sudi a última paragem, gostava pouco de gramar com um chino ao meu lado na viagem.

Chimelong, uma terrinha por onde passa o "auto-estrada" ( isto de ser auto-estrada é um acto de bondade e generosidade) deve ser bastante interessante de visitar, pelo menos a avaliar pela quantidade de lojas que vende estatuas ( não são estatuetas) do tamanho do D. José, mas claro parolas como se não houvesse daqui a bocadinho....

A chegada a Zhuhai é interessante, uma zona residencial com grandes vivendas, um pouco bimbas e de novo rico, mas interessante comparado com a restante construção chinesa.







quarta-feira, 15 de julho de 2009

Comercial...

Se há coisa que eu gosto é de fazer vendas...

Peçam-me para comprar o que quiserem, comprar o Vaticano ao Papa, a torre Eiffel ao Sarkosy e a mãe ao Socrates, isso não tem problema. Mas vender alguma coisa não é de todo comigo.

Para melhorar o cenário, fui acompanhado por um chinês que teima em algo que já lhe foi explicado 1 milhão de vezes como sendo impossível, e mesmo assim insiste com os clientes para pedirem, e claro as reuniões são em cantonês não estivessemos nós na capital de Cantão. Se já em mandarim era difícil, estas tornaram-se impossíveis de acompanhar.

Depois de um dia inteiro a saltar de tasco em tasco, debaixo de um calor tórrido e húmido, que faz transpirar todos os poros do corpo, com algumas caminhadas para ajudar e de visitar meia dúzia de clientes, fomos jantar com um dos artistas, e logo por acaso o menos amistoso. Depois de lhe espetar uns gambeis de cerveja, a coisa começou a melhorar.

A net hoje melhorou ligeiramente, mas continua a tirar-me do sério!!!

P.S: Afinal já vendeu a mãe e o chinês continua com a mesma ideia, depois da explicação um milhão e 9...