quarta-feira, 29 de julho de 2009

As coisas que se lêem na China....

Foi com algum agrado e surpresa que li...

Compraram arroz e leite produzidos em Portugal
Agricultores invadiram hipermercado em protesto contra a falta de escoamento dos produtos nacionais
28.07.2009 - 15h41
Por Lusa

Centenas de agricultores do Baixo Mondego e Gândaras invadiram hoje o hipermercado Continente do Fórum Coimbra, para comprar arroz e leite produzidos no país, em protesto contra a falta de escoamento dos produtos nacionais.
Em resposta ao apelo do presidente da Associação de Orizicultores de Portugal, Carlos Laranjeira, os agricultores dirigiram-se ao hipermercado e, ordeiramente, adquiriram 146 pacotes de leite Gresso e 150 quilos de arroz carolino Pato Real (que esgotou da prateleira), Bom Sucesso e Saludães.

Num "gesto nobre e de solidariedade", os produtos adquiridos serão doados a três instituições de solidariedade de Coimbra, disse o dirigente.

Os agricultores queixam-se da alegada falta de apoio das grandes superfícies para escoar os seus produtos, embora a Lusa tenha constatado que a maioria do arroz nas prateleiras do Continente do Fórum Coimbra era de produção nacional.
O protesto começou segunda-feira, com mais de centena e meia de tractores e máquinas agrícolas no centro da cidade de Coimbra, de onde deverão partir cerca das 16:00.

Carlos Laranjeira manifestou-se aberto ao diálogo com a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), com quem irá reunir, a pedido da associação, na próxima sexta-feira, às 14:00, em Lisboa.
"O que pretendemos é a aproximação entre todos (produtores, distribuidores e industriais), que não seja por nossa culpa que não se façam acordos para salvar a agricultura", disse, avisando, no entanto, que "ninguém cante vitória", porque "não assumirá qualquer compromisso sem ouvir os associados".

Após entregar um documento reivindicativo no Governo Civil de Coimbra, a reclamar a intervenção do Executivo no combate à redução dos preços ao produtor e às dificuldades de escoamento dos produtos, Carlos Laranjeira lançou uma sugestão.

"Se há leite a mais é fácil resolver o problema, o Estado que o compre e distribua pelos mais carenciados e crianças. É assim que se faz política social", sustentou.
A crise no sector, que atinge também o milho e a batata, levou cerca de 800 agricultores a encetarem uma manifestação, a pé, entre a Av. Fernão de Magalhães, onde deixaram os tractores, e o Fórum Coimbra, na margem esquerda do Mondego, com passagem pela Portagem.

A "indicar o caminho" ia um burro, na frente, a puxar uma carroça com plantas de arroz, guiado por uma caricatura do ministro da Agricultura.
O protesto foi promovido por um grupo de agricultores da região do Baixo Mondego e Gândaras e teve o apoio da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), da Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra e Associação Portuguesa dos Orizicultores.



Só falta isto ao Sócrates....

Província de Hubei definia limite nos 230 mil maços por ano

Uma região da China teve uma ideia, no mínimo, fora do vulgar. A província rural de Hubei queria obrigar os funcionários públicos a fumarem mais para aumentar as receitas fiscais.

Segundo o jornal «Global Times», foi ordenado aos funcionários públicos e professores de Gongan que fumassem pelo menos 230 mil maços de tabaco por ano da marca local Hubei, uma forma de ajudarem as finanças locais.

Estes maços de tabaco teriam um valor para as receitas na ordem dos 585 mil dólares.

Mas havia punições para quem não atingisse os objectivos. Aqueles que não ajudassem às receitas ou que fumassem outras marcas de tabaco de outras províncias ou mesmo do estrangeiro seriam multados ou demitidos.

«Este regulamento irá revitalizar a economia local, através do imposto sobre o tabaco», disse ao jornal um membro da equipa de supervisão do mercado do tabaco na região de Hubei, Chen Nianzu.

Perante esta medida, o governo tem estado a ser muito criticado pela imprensa local. Responsáveis consideram que medida é nocisa para a saúde. O edital já foi retirado, refere a agencia Reuters.

Finalmente alguém teve a coragem de pôr o dedo na ferida....

Wednesday, June 17, 2009

Soc Gen: "Expect New Equity Lows In H2", China Is The Global Achilles Heel
Posted by Tyler Durden at 1:35 PM

Just released, a new and highly relevant Weekly Strategy report out from Albert Edwards of Societe Generale. Not only does Edwards, who was previously vilified then praised for calling the 1997 Asian Bubble, see a significant drop in equities before the end of the year, his main concern is every optimist’s greatest green shoot: China.

Most areas in the markets have now discounted a V-shaped recovery. Any doubt will trigger a rapid reversal in prices. I continue to be extremely sceptical and see recent events as part of a 1930s-like, long march to revulsion. Talking about long marches, nowhere in the world fills me with more scepticism than the Chinese economic recovery. The continued enthusiasm for all things China reminds me so much of the way investors were almost totally blind to the fact the US growth miracle was built on sand. China could be the biggest disappointment yet.

Edwards follows up with some very amusing observations on mass delusions:

It is amazing how easily group-think takes a vice-like hold in the financial markets. As the BRIC economies meet for their debut summit, few dare to speak out against the new, ‘New Paradigm’. We also saw this same investor mania 13 years ago with the Asian Bubble, which the consensus thought was a growth miracle. But to go that far against the consensus invites a deluge of hate mail. That is why I keep a copy of a World Bank book entitled Thailand’s Macroeconomic Miracle: Stable Adjustment and Sustained Growth It was published in October 1996, less than a year before Thailand’s (and Asia’s) economic collapse. It is all too easy for investors to buy into beguiling ‘growth’ stories which are in fact utter nonsense. If the bubble of belief in China’s medium-termgrowth prospects finally bursts it will have huge investment implications. I will be writing far more about this subject over this summer. But one thought, if China is doing so well how come Chinese company profits in the year to April are down some 30% yoy (see chart)?

SG have an excellent Asian economist, Glenn Maguire, who, unlike me, has been totally right about the recovery in the Chinese data this year (e.g. for example his Asian Economic Scrapbook – link). But it was notable that when the 6.1% yoy rise in Q1 GDP was published he said the real outturn was actually more like 3.5% yoy, but that the authorities “smooth” the data at turning points. Let me put that into plain English. The Q1 6.1% GDP outturn is simply a lie - and it helps explain why the Chinese data is derided by so many economic commentators. Many have highlighted that the GDP seems inconsistent with other data such as electricity output. This latter series remains weak. In May it declined 3.2% yoy and by 3% on the smoothed basis.

Yet few dare to point out that the emperor’s clothes might be absent. When, for example, the International Energy Agency had the temerity, a few weeks back, to suggest that the Chinese authorities were inflating the data (link), they were met with a robust broadside from the Chinese National Bureau of Statistics. The NBS said on its website "“It is regrettable that the point of view in the original article is groundless……We believe that, for an international organization, this approach lacks seriousness”"– link. I think this is a case of me thinks thou doth protest too much. Nevertheless, an article on Radio Free Asia reported that The National People’s Congress had found “serious fabrication” in official statistics –link and link.

The China doomsday scenario is nothing new, although mocking Edwards would be deja vu (and reckless) based on his prior correct prognostications. Furthermore, it is in both the US and China’s interest to perpetuate the con game that everything in either country is fine. Yet the truth is that the economies of both countries are accelerating their deterioration, yet the respective governments, in an attempt to hold the wool over everybody’s eyes, will be unable to do anything to really address the issue, until in tried and true fashion, it is much too late.

Instead of feigning concern over declining 401(k)’s and the lack of Joe Sixpack’s latest credit fueled Plasma TV spending spree, our President should address every single weakness that America is suffering from, highlight it, and provide realistic alternatives to fix it, instead of betting the farm on increased leverage and speculative second derivatives of hope. The same goes double for our biggest creditor, although both imploding at the same time due to a disconnect between reality and perception, would have a poetic symmetry to it.

Isto talvez explique muito sobre a culinária "chenesa"

Restaurant manager, 27, fined for firing at ATM
(China Daily)
Updated: 2009-07-29 08:58
A 27-year-old man in Hangzhou, Zhejiang province, recently had to cough up a fine of 5,874 yuan ($860) for firing gunshots at an ATM machine, destroying it completely.

Qi Wei, a restaurant manager, said he was bored waiting for a friend and decided to use his recently acquired gun on a non-living thing to kill time on the night of May 24.

A surveillance camera on the street filmed Qi firing at the ATM machine like a terrorist. He was arrested three days later.

(Youth Times)

Mais um fds em Shanghai :)))))))

Sexta-feira fizemos um jantar de despedida à MJ, anseava tanto ir para Portugal como eu para Shanghai...
Depois de um jantar calminho, ficámos no bar/restaurante, muito tranquilamente. Claro está que depois, Velvet, havia muito para trabalhar.

Foi mais uma noite como outra qualquer, Velvet, Rouge e Mao... Obviamente que só para um grupo de resistentes.

A meio da viagem para o Mao perdemos um pelo caminho, teimava em ir comer e fugiu num semáforo. Enfiou-se no taxi do lado e só o vimos na tarde seguinte. Shame on you Mr. Puss Puss!!!!

Antes de entrarmos no Mao fomos petiscar umas espetadinhas de rato, bem gostosas como sempre, e entretanto conhecemos um francês ( esse povo manhoso...) que quando soube que éramos tugas informou-nos logo que já tinha estado de férias em Albufeira ( aquilo é como a foz dum rio, vai lá para tudo....) e insistiu em fazer uma dissertação sobre a diferença entre " anda CÁ caralho!!!!" e " anda AQUI caralho!!!!". Acho que nem a Isabel Alçada sabe a diferença, mas ele tentou explicar-nos de forma bastante convicta.

Sábado, depois de mais um almoço no Element Fresh - que deixaram de ter oos meus tão queridos vodka raviollies... - fomos começar uma tarde de árduo trabalho!!!

Começámos no Fat Olive, a apreciar a vista, as vistas, e a beber um vinho branco. Não era dos meus favoritos, mas o local e a companhia compensou... Aliás, nós pedimos um vinho da Ritinha e só a meio da garrafa reparámos que o vinho era da ASC, ou seja não Rita mas do Gago :)

Finda a garrafa, e como havia uma mega recepção preparada à Mrs. Churches fomos para o Citizen, para mais uma jornada de mota. À hora marcada, lá estavamos nós os 3, sós e abandonados e sem noticias de viva-alma... Contrariados, lá pedimos mais umas coisas para beber, e com a chegada do Gago ( já eramos 4, yuppi!!!) encomendámos também comida, até porque o jantar não me inspirava muita confiança.

Aproveitei para visitar os "antiquários" da rua... Bem, coisas velhas tinham muitas, por norma feias e quando tinham algum design a qualidade dos materiais era claramente má ( há coisas que nunca mudam!!!) Salvam-se os candeeiros de secretária, mas 3000 bimbys é claramente um abuso

Finda a garrafa, e os anfitriões sem aparecer, fomos para o tasco ao lado, Osteria.....

Aí foi claramente o descambar!!! Além das ostras canadianas e das americanas, fomos provando de tudo, até vinho verde português ( cujo o nome não me recordo, nem nunca tinha visto, mas não fiquei com saudades). Aí sim, aos poucos começaram a chegar os restantes, casal Iglesias incluído, e no fim de umas quantas garrafas de vinho branco fresquinho, umas dúzias de ostras e mais uns snacks fomos finalmente jantar.

O restaurante escolhido, contra a minha vontade ( ai Rui Bom, estes tipos estão perdidos....) foi chinês de Hunan. Confesso que não conhecia, e que gostei. Umas costeletas, que obviamente se comem à mão ( ai se a minha mãezinha via isto.... lol ), umas batatas que se esqueceram de fritar ( ou não, se calhar é mesmo assim cru), arroz, amendoins e mais umas quantas tretas. Obviamente, a tsintao nunca faltou....

E para onde fomos depois de jantar???? Ao Velvet com certeza.... E depois???? Ao Rouge.... E depois???? Ao Mao...

What a city!!!! :)

No domingo, houve mais motas, claro está....

Depois de uma passagem, relativamente rápida pela Enoteca, uma passagem ainda mais rápida pelo fake, fui cortar o cabelo.
Este foi a segunda vez num espaço de uma semana, e confesso que não fiquei contente. O cabelo rapado, apesar de não ser unanime, eu gosto. O cabelo rapado à máquina zero, de facto não fica muito bem :(

Meio desolado com o meu novo visual, lá fui eu para Shaoxing. Ia ser o meu primeiro dia na casa, havia muitas coisas para arrumar, e ainda tinha de acabar umas coisas para a LB...

Descobri uma nova paixão!!!!

Neste momento estão a pensar....
Quem é?
Haverá fotos no Facebook?
Será que foi desta que apanhou a febre amarela????

Pois a verdade, é chinesa...

...tem duas rodas, um motor eléctrico e chama-se scooter :)

Passei um fds fantástico, de um lado para o outro de Shanghai, sempre de moto, com uma condução verdadeiramente chinesa, entenda-se sem capacete, pelos passeios, em contra-mão, nas passadeiras, passar vermelhos, apitar de 2 em 2 minutos, apitar às bicicletas, às cepas ao rapazote na mota do lado, tudo o que se possa imaginar.... Aliás, acho que no próximo fds, vou mesmo comprar uma mota e juntar-me ao cino-luso moto clube de Shanghai :)

A casa...

Já estava farto de hotel, como tal resolvi ficar com a casa da Maria João.

Por um lado queria o hotel, por ser mais prático, e até porque vou estar muito tempo fora, mas por outro...

Esta casa é maior que a minha, mobília mais simpática, bem equipada ( a outra também estava...), tem a renda mais baratinha ( não houve um filho da puta dum caixa d'óculos chinês no meio), tem 3 terraços, 2 casas de banho, continua a ser em dois pisos, sendo o último as águas-furtadas e claro fica na internacional square. Embora tenha 3 frentes, fica à mesma altura da outra casa, mas sem a vista livre e desimpedida....

... mas o pior é não ter elevador!!!!

Confesso que as primeiras vezes que subi as escadas ia morrendo, mas agora até é tranquilo, e mesmo depois das minhas longas caminhas não há problema algum.

Shaoxing, Shaoxing.....

O regresso a Shaoxing faz-se sempre notar.

Por mais voltas que se dê, há sempre um taxista aos berros, nem que seja só para dizer "olá".

Mas no geral a primeira semana correu bem melhor do que eu esperava. A recepção na fábrica foi normal, apesar da Maria João achar que eles ficaram eufóricos. Sinceramente acho que não, a única pessoa que ficou eufórica foi mesmo ela, por saber que com a minha chegada ela se ia embora :)

Há algumas coisas a alterar, e reorganizações que já começaram a ser feitas, mas saliento o Tom. Ele até é bom rapaz, prestável e tudo, mas tem um certa cara de tótó ( certa é claramente ser simpático...). Pois bem agora arranjou uns óculos que exponência essa sua característica. Claro que uma desgraça nunca vem só, além dos óculos anda de calças de fato azuis, arregaçadas até aos joelhos, meias azuis e chinelos azuis de piscina. Hilariante :)))))))))))))

A minha vida regressou ao mesmo, casa, fábrica, starbucks, jantar, starbucks.... Também não há muitas mais coisas sociáveis ( para gente normal) a fazer nesta terra.

Houve um dia que fomos às massagens, perdemos o amor a 4.5€ e lá fomos nós para uma hora de massagens de pés + costas. Agora que penso, acho que vou acabar este post com os pés dentro de uma tina de qualquer coisa que cheira a leite de coco.

Num dos dias tivemos ainda um jantar com a contabilista, muito interessante e que deu para, finalmente, perceber o funcionamento do IVA na China. Claro que no meio surgiram algumas dúvidas sobre tratamentos contabilisticos feitos, e houve coisas que tiveram de ser refeitas, mas pronto....

Após muita insistência, e até porque a MJ nunca tinha ido e merece, fomos no ultimo dia ao Jeep Club. A loucura!!! Musica catita, cerveja quente, gente feia, nada mudou... Quando estava a preparar-me para sair, veio um chinês fazer um brinde comigo. Caí no erro de dizer que já tinha acabado a minha cerveja, mas que agradecia na mesma. Em menos de nada, estava já com uma na mão, e a Maria com outra. Depois de 50 brindes, mais um cerveja.... Lá dançámos, nada como fazer umas danças manhosas e ver as reproduções instantâneas nos chineses. Lindo!!!!

Lá conseguimos fazer uma saída estratégica e fomos embora. Já que estávamos ali, porque não ir à disco do lado??? Uma entrada muito rápida e uma saída ainda mais, mas deu para ver o quão bom que era.
Estou em crer que a noite para ela nunca mais será a mesma coisa....

Apesar dos apelos, o KTV ficou para outro dia, e com outra alma. Tinha purificado a minha alma para mais 2 anos, não precisava de ir ao KTV....

segunda-feira, 27 de julho de 2009

She shan

Palavras para quê...

Um hotel em Shanghai ( arredores) que parece tudo menos China.

Espaço limpo, muito bem aproveitado, com lago, um piscina brutal e claro um mega brunch, que dá que pensar: comer até morrer ou ir para a piscina? É um trade off complicado...

Além disso vista para a Igreja portuguesa de Shanghai, lá bem no cima da montanha, mas dá para ver.

6 horas na piscina, com um jogo de polo aquático, no mínimo fiquei desfeito.

Aqui ficam algumas fotos, na maioria do site para se babarem....

Sábado em Shanghai...

Depois de almoço, fui com o Alves para o Citizen, ele para estudar chino eu para adiantar mapas da "Lolenze beu".
Do Portman até lá, fomos apreciando as remodelações que a cidade está a sofrer. As fachadas estão a ser limpas, recuperadas ou mesmo feitas de novo, e todas as lojas têm uma plaquinha à porta com o seu historial. Afinal a expo está à porta, e em Janeiro de 2010 não podem existir andaimes na rua, nem obras etc.
Após uma produnda análise concluímos que a abrir um negócio em Shanghai, terá de ser na Shanxi Lu. No mínimo, aquelas lojas estão lá desde os anos 50, ou seja, por muito mau que seja o negócio, não há um que feche. Ai, vai haver tantos turistas a comer estas coisas....

Depois de jantarmos na Taikan Lu, fomos trabalhar... Claro que nem todos foram, típico,e muito menos aguentarem até ao final. Os resistentes fizeram Velvet, Rouge e acabámos a comer no estabelecimento do Paulo Luís. Nada como uma minestrone e um mega-burger antes de deitar.

Regresso a Shanghai

À medida que ia atravessando Nanpu Bridge em direcção a Shanghai, fui sentindo uma sensação fantástica. Dei comigo a pensar, " Como é que alguma vez deixei esta cidade???"

A vista de Pudong, a Pearl Tower, o WFC, e todos aqueles prédios, ainda iluminados.... Top!!!!!!!

Fui direito ao One Park Avenue, para casa do Alves e do Bom. Como o Rui está na Índia, estabeleci lá arraiais, e para ficar :)

Malas em casa e banho tomado estava na hora de ir conhecer uma nova casa de Shanghai. Depois das saídas, trocas etc o AP finalmente desfez-se e o Gago e a Ritinha foram morar juntos e nós como bons amigos fomos fazer a inauguração da casa :)

Depois de uma jantar animado, onde fiquei a conhecer mais umas quantas personagens chegadas após a minha partida, fomos dar um pé de dança ao Velvet, esse belo local de diversão :)

( Neste momento, os regressados a Portugal já estão a insultar-me...)

Quanto ao Velvet não há nada a dizer, o mesmo de sempre, boa música, reencontrar umas quantas personagens e claro, dançar e claro, copos...
Apesar do adiantado da hora, e como era a última noite do Jerevásio, decidimos ir para o Rouge. A fasquia sempre a subir...

Ora, em alternativa a pagar para entrar resolvemos comprar uma mesa, mesmo na ponta do terraço, no meio, de frente para a Pearl... Para mim é claramente a melhor mesa do Rouge!!!!
Aquela vista de facto é inigualável, nem Casa do Castelo, nem Club 29 Antalya, nem Buzz Istanbul, nada....

( Aqui, já há quem esteja a fazer vodoo...)

Depois de explorado o Rouge, ainda fomos ao Mao. Ai o Mao, o Mao....

Depois de uma abordagem do John Churches, Juan Iglesias para os amigos, entramos à borla, e fomos trabalhar....
Continua a ser um buraco, mas é espetacular..... Como é que alguém consegue dormir no Mao????

P.S: Era suposta haver mais umas quantas fotos, mas o Churches desapareceu antes de enviar.... :)


Um pouco de cultura culinária...

Rats are gathered

One of the poor rat

Cleaning process of rats

cleaning rats

Cut into chicken-liked pieces

Chicken-liked rats are ready to be cooked

chicken rat

Rats are being cooked

ready to be coked

Ready to be served

ready to be served

Zoom in!

closer look

Chicken? Rat? Confused!

rat/chicken drumsticks

Acreditem que é bem gostoso...


Pela primeira vez fui a Aomen ( Macau em Chinês) pela fronteira terrestre.
Depois de atravessar um supermercado subterrâneo, basicamente o Fake de Zhuhai, regressámos à superfície, para hora e meia de filas e filinhas. Além dos 5 impressos para cada lado, e dos controlos por causa da gripe A, da apresentação de vistos chegámos a Macau.

Supostamente íamos ao jantar de despedida dos C13 de Macau, num tasco chinês. Felizmente, o jantar foi cancelado e com isso perdi mais um refeição chinesa.

Esta foi claramente a minha estadia mais curta, nem para visitar amigos deu. Sim, nós e tal temos fronteira, mas fecha à meia-noite. Melhor que isto, só mesmo a guerra do Raúl Solnado, que também fechava e tinha horas específicas.

Valeu contudo não só o franguinho assado como as super bocks que tanta saudade tinha.

Acabado o jantar, rumei às Porta do Cerco ( lado macaense, da fronteira) para mais umas quantas filas e filinhas. Desta vez, foi mais celere.


Encontrei finalmente o Choon, o contacteante da CLAP.

Depois de uma breve reunião, fomos para Foreign Trade Bureau, ver a localização e comer qualquer coisa antes.
Perguntámos por restaurantes, e por incrível que pareça, no meio de tanto prédio, não havia nada perto. Não haver um restaurante, onde quer que seja na China, significa que estamos no meio do deserto. Apenas um tasco, mas daqueles tascos mesmo tascos, que só de olhar a 5 metros ficamos logo com 2 ou 3 intoxicações alimentares. Obviamente que esse estava fora de hipótese, e ir procurar outro no centro da cidade também.

Demos uma voltinha, e assim do nada surge um restaurante, com os típicos letreiros e as típicas fotos e decidimos averiguar. Quando nos aproximamos era Sushi...
Em qualquer situação normal, nunca iria entraria no restaurante, primeiro porque era de configuração chinesa, e depois porque não ia arriscar comer sushi num pardieiro daqueles. Estranhamente o sushi era muito saboroso, e 3 dias depois ainda não nos fez mal. O melhor foi quando chegou a conta, no fim de comermos até mais não, conseguimos pagar ( no total) 9€.

Lá fomos nós para mais uma bela reunião chinesa, estranhamente sem álcool e sem cigarros. Levamos a estucha do ano, com a apresentação sobre nº de habitantes, PIB, sectores, áreas geográficas, fundação da cidade etc etc etc e claro, a evolução de tudo isto ao longo dos anos. Basicamente, no fim de almoço, com um calor terrível, foi por um triz que não adormecemos. Ora como o tempo estava fresquinho, nada melhor que oferecer aos convidados água a ferver, para refrescar. É que nem chá era, aquilo era só mesmo água e o pior é que o servem de forma deliberada. Outra coisa simpática foi a tradução. O maioral debitava as coisas em chinês, tudo oral, sem qualquer outro suporte, e o assistente ia traduzindo. O problema é que ele era um misto de Mico com Zé Cabra, quando não sabia a tradução dizia: " berebe,berebe, berebe, berebe, UM COPO DE VINHO.... berebe berebe berebe berebe berebe berebe berebe..."

Resultados práticos, confirmámos algumas coisas importantes, mas não houve avanços ao nível do processo. Eles só têm falantes de mandarim para ajudar os investidores estrangeiros, o que faz todo o sentido...

Depois desta hora e meia de massacre, e apesar do céu azul e do sol fomos para o hotel, havia que começar a organizar os contactos e as rondas pelas fábricas a visitar. Tarefa simples, não estivesse a listagem completamente em chinês, sem moradas nem outro qualquer tipo de contacto. Tínhamos um problema, não sabemos ler chinês e não havia forma de saber onde eram as fábricas, o que faziam etc...

A primeira tarefa foi bastante simples, google translator e ficámos com uma ideia geral do que era cada fábrica, mas de pouco servia porque não havia contactos....

Ora, a cabeça serve para pensar e os bons hoteís para prestar bons serviços aos clientes. Desde os empregados do bar ao telefone, às meninas da recepção ao telefone e a descobrir moradas, passando pela gerente do hotel ( com um inglês fantástico) tudo foi usado para ter as informações necessárias. Ao final do dia, já tínhamos todos os contactos.

Saímos para visitar uma fábrica, tipicamente chinesa, num bairro tipo submundo, com tantas outras fábricas ao lado, todas elas construídas em altura. O cheiro de CO2, das tintas e afins era tanto que mal se podia respirar nos escritórios. Na parte produtiva então nem comento....

Depois de explicar o que pretendia, de ele ter dado o preço estupidamente elevado ( mas ainda assim compensador para nós) fomos visitar a fábrica. As máquinas paradas e o local limpo ( o que será impossível) e eu diria que estávamos num qualquer museu sobre a revolução industrial. Rapidamente percebi como o tipo de máquinas que eram, como funcionavam e por isso sugeri regressarmos ao escritório para continuar as negociações. Depois disto, e já noite dentro, fomos jantar a Macau.

Dia seguinte, visitar mais umas quantas empresas.
Nem todas correram bem, muito pelo contrário, até porque diziam que faziam mil e uma coisas, mas a realidade era outra.
Como não conhecemos a cidade, a solução era entrar dentro de um táxi e seguir para a morada seguinte.

Numa dessas viagens, para lá do fim do mundo, e a 150 RMB de táxi para cada lado, fomos visitar uma zona industrial, ( Paojiang lá da zona) mas bastante longe de Zhuhai. Tão longe tão longe que o João passou o limite territorial do visto, supostamente nada de grave.

Uma hora depois, chegámos a uma fábrica, dada a hora, já quase deserta, e começámos a explicar o que pretendíamos. O tipo só falava chinês, e para atalhar caminho, resolveu telefonar para alguém, que lhe deu o telefone de outro alguém e finalmente aparece uma rapariga ao telefone ( com um belíssimo inglês) que ia fazendo tradução. Apesar da coisa ter ficado mais ou menos alinhava, eles quiseram marcar uma reunião para essa noite. Obviamente, a reunião foi no nosso hotel para evitar aventuras.

Isto com tradutor é claramente outra coisa. Não que não chegássemos lá, mas assim é mais rápido e mais preciso. Depois da reunião, pensava eu que nos tínhamos livrado do jantar, afinal eram 22h, mas acabámos por ter de jantar com o fornecedor, a esposa e a tradutora. Acabado o jantar cada um foi à sua vidinha, nós como não tinhamos nada para fazer e não, fomos passear por Zhuhai.

Manhã seguinte, mais do mesmo, mas desta vez só voltaram a aparecer fornecedores de capas de telemóvel e tretas plásticas.....

P.S: O céu estava azul, e via-se o sol porque tinha passado um tofão 2 ou 3 dias antes...

A viagem para Zhuhai

Depois de percorrer a cidade, com um trânsito caótico, lá chegámos à estação de autocarros. Há boa maneira "chenesa" nunca sabem para que lado fica o que quer que seja. Aliás, já ontem tinha reparado nisso. Mesmo com a diferença da língua e do alfabeto, em 9 meses em Shaoxing consigo ir para todo o lado e sei onde fica tudo. Esta criatura mora há 5 anos em Guangzhou, fala cantonês e andamos sempre às voltas. Enfim...
Mas claro, como eu estava carregado com as bagagens, não só ficámos do lado contrário da estação como ainda percorremos todo o seu interior, à procura de algo que estava no exterior.

Lá entrei apressado no autocarro, não só por este estar mesmo a partir mas também para fugir da chuva. ( Espero que seja em quantidade suficiente para lavar a cidade).
Este autocarro, de onde vos escrevo, assemelha-se a um comboio de Shaoxing, não que ande sobre carris, mas porque todos falam, criancinhas gritam e há todos aqueles cheiros a comida, que só quem já passou por eles sabe o quão manhosos e nojentos são.

A criancinha continua a gritar e a viagem nunca mais acaba. Chegámos agora a uma terrinha chamada Huaxun, onde quer que isto fique, e entraram mais umas quantas criaturas. Espero que tenha sudi a última paragem, gostava pouco de gramar com um chino ao meu lado na viagem.

Chimelong, uma terrinha por onde passa o "auto-estrada" ( isto de ser auto-estrada é um acto de bondade e generosidade) deve ser bastante interessante de visitar, pelo menos a avaliar pela quantidade de lojas que vende estatuas ( não são estatuetas) do tamanho do D. José, mas claro parolas como se não houvesse daqui a bocadinho....

A chegada a Zhuhai é interessante, uma zona residencial com grandes vivendas, um pouco bimbas e de novo rico, mas interessante comparado com a restante construção chinesa.

quarta-feira, 15 de julho de 2009


Se há coisa que eu gosto é de fazer vendas...

Peçam-me para comprar o que quiserem, comprar o Vaticano ao Papa, a torre Eiffel ao Sarkosy e a mãe ao Socrates, isso não tem problema. Mas vender alguma coisa não é de todo comigo.

Para melhorar o cenário, fui acompanhado por um chinês que teima em algo que já lhe foi explicado 1 milhão de vezes como sendo impossível, e mesmo assim insiste com os clientes para pedirem, e claro as reuniões são em cantonês não estivessemos nós na capital de Cantão. Se já em mandarim era difícil, estas tornaram-se impossíveis de acompanhar.

Depois de um dia inteiro a saltar de tasco em tasco, debaixo de um calor tórrido e húmido, que faz transpirar todos os poros do corpo, com algumas caminhadas para ajudar e de visitar meia dúzia de clientes, fomos jantar com um dos artistas, e logo por acaso o menos amistoso. Depois de lhe espetar uns gambeis de cerveja, a coisa começou a melhorar.

A net hoje melhorou ligeiramente, mas continua a tirar-me do sério!!!

P.S: Afinal já vendeu a mãe e o chinês continua com a mesma ideia, depois da explicação um milhão e 9...


A minha chegada a Guangzhou, através da viagem para a estação e da estação para casa, deu para ter uma noção da cidade. Ou pelo menos de parte...
Por tudo o que passei, só gostei do stand da Lamborghini, tudo o resto não passa de uma cidade feia, suja, bastante poluída e de semblante triste e carregado.

Existe uma tentativa de construção ao nível de Shanghai, mas que só agora começa, mas está muito longe de conseguir. Exceptuando alguns prédios novos, novos mesmo que ainda não tiveram tempo de perder o brilho com a poluição, a construção é a típica chinesa, velha, feia e mal conservada.

A paisagem à volta ainda é o que se salva, com largas extensões de bananeiras, com vegetação tipicamente tropical a lembrar Laos e Cambodja. ( Já agora, alguém e manda para lá de férias comigo???).

Além da paisagem natural, há mais uma coisa que supera claramente Shaoxing, a comida. Pois bem, tirando 2 ou 3 pratos, até agora gostei de toda a comida e mesmo tendo feito só refeições chinesas tenho comido muito bem. Valha-me isso...

Algo que é extremamente invulgar é a quantidade de pretos que há na cidade. Quase todas os têm, mas sempre de forma muito reduzida. Até mesmo em Shanghai, são difíceis de encontrar, mas aqui quase que diria que há mais do que no resto da china toda. Tentei saber o motivo, porque não é mesmo vulga, e não digam que é óbvio, que se deve à existência das bananeiras..... Supostamente é porque me Guangzhou é que se fazem os fakes todos, e são eles que os compram. Sinceramente não fiquei convencido com a segunda hipótese.

Confesso que não visitei a cidade, e possivelmente até existe uma parte bonita, nova e não poluída ( sim, acreditem mesmo nisso...) mas a impressão com que fiquei não foi das melhores. Conto voltar cá em breve, aí tentarei fazer uma visita e tentar mudar de opinião, mas...

Há coisas que não mudam, e quando mudam...

Isto de confiar em chinos para marcar o hotel não é bom... O hotel não é mau, embora fique a anos luz do "Magalita", mas é totalmente "chenês". A prova máxima é o colchão, tábua de madeira, que só de me sentar acho que parti qualquer coisa. Mas tivesse ele uma net rápida e pequeno-almoço ocidental e tudo melhorava. Há coisas que nunca mudam...

Depois de me instalar lá fui para o jantar com o homem da LB na província, para explicar-lhe ( parte) da nova estratégia e os planos que temos para ele. Tal como suspeitava, não se mostrou muito entusiasmado, há coisas que nunca mudam....

A meio do jantar, e da conversa, fiz uma pequena pausa para contemplar alguém que assistia atentamente à conversa, mesmo junto à nossa janela do restaurante embora do lado de fora do vidro. Podia ser um daqueles chineses que nunca viu um ocidental, ou nunca tenha visto alguém de barba ou outra coisa qualquer, mas não. Era uma criatura quase tão feia, de quatro patas - uma ratazana. Já à minha chegada a Shaoxing tinha sido recebido por uma na fábrica. Há coisas que nunca mudam....

Após essa breve pausa continuámos a conversa, passámos para o Starbucks e ainda andámos um pouco a pé para desenvolver as ideias. Pois bem, no final, depois de tudo explicado, esmiuçado e justificado, a criatura continuava com a mesma opinião que tinha antes. Há coisas que não mudam...

A internet, ai a internet.... Uma vez disse, eu para trabalhar preciso de 3 coisas: ar-condicionado, o meu ipod e o meu mac com net. Tudo o resto é irrelevante...
Ora os chineses sempre foram conhecidos pela sua grande tolerância a essa coisa chamada internet, mas agora estão a abusar. Que bloqueiem o blog, menos mal. Que a internet seja lenta, vá, aceita-se. Agora que seja mais lenta que um modem de 24k e que me bloqueiem o Facebook????

... e quando mudam é para pior!!!!!!!!

O Regresso...

As saudades já se faziam sentir. Não dos chineses, não da comida, mas da mística que, apesar de tudo, este país reúne....

Agora que estou nesta parte do mundo, tenho saudades de noites como a de sábado, boa comida, companhia da família, dos amigos e de muito mais que ficou em banho maria....

A viagem começou no domingo às 9 AM de Portugal, com saída da Figueira, rumo a Lisboa, com breve passagem pelo Alqueidão. ( Além de me encontrar com os meus pais, fui também despedir-me do Spi...)
Lá fomos nós para o aeroporto, eu de pendura, coisa rara, mas havia check-in para fazer e mails para responder. Depois de uma estadia no aeroporto mais demorada do que suposto, deu-se o momento das despedidas, pai, mãe e o Dr. Teixeira.

O primeiro voo, com destino a Londres só partiu com uma hora de atraso o que foi ajudar ao pouco tempo que restava para a ligação. Não fossem os ingleses uns tipos chatos e picuinhas, não nos obrigassem a retirar cintos, sapatos, relógios etc etc etc a coisa tinha-se feito de forma mais rápida e relaxada. Felizmente não tenho dentes de ouro, senão acho que também os tinha de tirar...
Ainda assim e quase sem fôlego por tudo o que tive de correr no aeroporto ( quase a distância Portela-Canha) ainda consegui fazer os habituais telefonemas nostálgicos. Se estás a ler e não recebeste um telefonema, é só porque não tive tempo de chegar ao teu nome na lista.... :P

Mais uma volta mais uma viagem, desta vez o destino foi Hong Kong. 13 horas de voo, onde deu para dormir, comer, trabalhar, ver filmes, ouvir musica, trabalhar, comer, dormir e se não me tivesse esquecido das agulhas ainda tinha feito uma boa dúzia de camisolas de lã.

A chegada a Hong Kong demonstrou bem o estado de pânico que se vive com a Influenza A. Além dos tonos que já viajaram de máscara e luvas, havia um batalhão equipado com um termómetro em forma de comando de slots ( ai que saudades das corridas de slots), que nos apontavam à testa e retiravam a temperatura. Era uma coisa destas que me fazia falta quando era puto...

Depois de entregar os papéis e carimbado o passaporte lá fui eu procurar o meio de transporte para a China Mainland, Guangdong province, mais uma brilhante viagem.
Acho que devia ser do sono, ou de ter tido tantas pistolas/termómetros apontados à cabeça e por um mapa que foi claramente enganador, fui de autocarro em vez de comboio. E aí começava mais uma saga, daquelas a que ao longo de 9 meses vos fui habituando.

Logo para começar, já estava eu cheio de autocolantes da "AVIC de Hong Kong", os cartões não passavam na máquina e o que era suposto ser utilizado não permitia levantar dinheiro. Perfeito, após muita insistência e paciência lá consegui levantar Hong Kong Dollars com outro cartão. Lá paguei e fui apanhar o autocarro.

Primeiro controlo, saída de HK... Mais um comando de slots apontado à cabeça, mostrar vistos, carimbar e pronto para outro.
Passado algum tempo controlo para entrar na China... Outro comando de slots, desta vez dentro do autocarro, mais uns formulários e lá fomos nós de bagagem para passar no raio-x.
Apesar de ter tido tudo ok no autocarro, e até ter ganho um cartãozinho verde, lá houve um chino estúpido que me achou doente ( não seria pelas 24h fora da cama???? ) e mandou-me para a pseudo-quarentena. Um sitio de alta vigilância, guardado por umas baias e ao alcance de qualquer um. Aí voltei ao velho termómetro de mercúrio, sim daqueles que estão proibidos em Portugal, e depois de uma espera de 15 minutos, lá me disseram que era falso alarme, só tinha 36.8 graus, o que é algo bastante raro dada a temperatura ambiente. Obviamente que com esta brincadeira, perdi o autocarro onde vinha.

Por sorte apanhei um chinês simpático, também os há, que já se tinha oferecido para tradutor na "quarentena" e viemos juntos no autocarro até Guangzhou. À chegada aconselhou-me qual a cor de táxi em que devia ir, e foi aí que percebi que o meu chinglish não está famoso. Não é que o artista estuda há dois anos no Canadá e eu quase não percebia nada do que ele dizia?!?!? Em compensação, o meu chinês está quase igual o que é positivo... .)

Depois de uma volta ao fim do mundo, e mesmo na altura de completar 26 horas de viagem ( 11 AM em Portugal) cheguei ao hotel.