sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Carimbos...

Muito tem sido falado sobre os carimbos na China.
São sempre muitos, encarnados, falta sempre um, e por vezes há um a mais.

Numa forma simplex eu sugiria apenas a utilização de um carimbo-único.... 




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Dia 11 de Fevereiro

Este é um dia que me marcará para sempre.
Depois deste dia nada será igual, ficará registado na minha memória até ao último dos meus dias....

RETIRARAM A ÁRVORE DE NATAL DO HOTEL MARGARITA


Depois de 3 meses de convivio diário, este dia significou a perda de um ente querido :)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Acabou a Intifada

Ontem foi o último dia de foguetes, morteiros, bombas e afins.
Nas primeiras horas do dia de hoje, como já não há nada disso pensei " Estou surdo!!!". É uma sensação estranha, mas fantástica.

Uma sugestão para combater a crise, ser fogueteiro na China. Conheço muitos que gostariam de ser nas Alhadas, mas na China ganha-se mais dinheiro :)

Almoço em casa do Conan

Com a MJ já em Shaoxing, começou o plano de introdução à cidade e aos locais.
Nada melhor que um almoço com estrangeiros e nativos....

Fomos convidados, para celebrar o Ano Novo, para ir almoçar a casa(?) do Conan, com a sua familia. 
Numa atitude pouco machista, as únicas mulheres à mesa era a MJ e a qqcoisa ( mulher do italiano), tudo o resto eram homens. Ainda assim dava um rácio superior ao existente no país.

As regras são as normais, vinho de Shaoxing ( por acaso com moderação), cuspir ossos para cima da mesa, comer o que vem, etc...
Deram-nos um taça, um par de pauzinhos, e colocaram os habituais pratinhos, com comida diferente em cima da mesa. Para não variar, e afinal era um jantar chinês, a toalha era plástica e descartável, e a taça era mesmo para encher com vinho.

Entre as várias iguarias, destacam-se as tripas e as tartarugas, ambas com um sabor agradável.

Passagem de Ano

Possivelmente na TV, como os olimpicos, deve ter sido algo fantástico, mas na realidade foi uma treta. 
Fogo muito disperso e em nada superior ao Português. Em compensação, tudo o que mexe na China aproveita esta semana para fazer a sua intifada com foguetes.
Ao longo de 3 semanas senti-me em Gaza, com bombardeamentos constantes, e um cheio insuportável a pólvora nas ruas. Pelo menos abafava o stinky tofu.


Isto do spring festival é qualquer coisa de doidos, principalmente quando somos os únicos desgraçados que ficam a trabalhar. obviamente que foi opção minha, para compensar as férias natalícias.
É um pouco como trabalhar em Portugal no mês de Agosto, não há nada nem ninguém, uma paz. isto permite fazer todas aquelas coisas, impossíveis em qualquer outra altura, mesmo durante os fds.
O problema, além dos foguetes, é que nas ruas temos 10x mais chineses do que o habitual. Penso que já reflecti sobre isto em Outubro, mas é algo que me continua a intrigar. De onde é que vem toda esta gente??? Será que vivem em buracos e só saem duas vezes por ano???

Em contrapartida, Shanghai ficou deserta, com praticamente todos os estrangeiros fora, continua a ser uma cidade interessante, mas menos.
Felizmente ficaram poucos mas bons, entre eles os C12 entre outro povo latino. Um vez mais, o Mao derrotou-nos, e mantém as estatísticas a 100%.

Começaram a chegar os C13...

Sexta-feira, contrariado e com algum sacrifício pessoal. lá fui eu jantar com os recém-chegados e fazer um incursão pela noite de Shanghai.
Visto serem as férias de Ano Novo, SH está deserto, ainda assim ficaram maravilhados. Afinal, os C12 não fazem a coisa por menos...

Claramente não deveria ter saído, o Rouge e o Mao estão unidos contra mim. O pinipom ainda me tentou salvar, com grande insistência, mas o Mao tem eficácia de 100%, é imbatível. 


Domingo chegou a Maria João, a desgraçada que me irá aturar em Shaoxing na Lorenz Bell.
Obviamente, que nessa mesma noite foi para os copos connosco, oh não fosse passagem de ano.

Almoço de Ano Novo na SPIZ


"Quanto mais bêbedos, mais sucesso e mais dinheiro no próximo ano, GANBEI" - Vice-presidente

Senhores Viniticultores aprendam com esta gente, isso sim é uma campanha de Marketing, que com a crise no nosso Portugal podia-vos rendia milhões.

Às 11h30 lá cheguei eu ao restaurante, tal como haviamos combinado. Não é que tivesse vontade, até porque eu continuo a almoçar a horas decentes, evito chinês ( e já tinha comido ontem) e claro, porque já sabia o tipo de almoço que me esperava.

Começámos com as apresentações iniciais, presidente e vice-presidente ( pai e mãe da família - uma analogia interessante, principalmente porque são dois homens.)
Antes sequer de conseguir comer um amendoim, já tinha dois copos cheios à minha frente e um discurso inflamando para GANBEI !!!! Passados 2 minutos, o segundo.... Por GANBEI entenda-se shot, embora sejam copos normais mas cheios de vinho. Talvez o termo mais correcto seja o penalty .

Dos 40 pratos que vieram, os primeiros 10 tinham um aspecto pouco recomendável, e foi aí que pensei, estou lixado, mas com f !!!!!

A meio descobri que chá, embora terrível, tem a mesma cor do vinho de Shaoxing, e apesar de tudo não sabe tão mal. Foi aí que começou a minha incursão à séria pelos brindes. 
A certa altura. ainda longe do final do almoço, tivemos de cantar uma música representativa do nosso país. Escolhi o "Barco Negro", não me lembrei do nosso amigo Carlos Alberto Moniz com " Arca de Noé - vamos fazer amigos, entre os animais....". Claro que os meus amigos Catalães, cantaram o hino da Catalunha, o 2º melhor país da península ibérica :)
O Italiano conseguiu contar uma música do Pavarotti, que só ele conhecia, é obra!!!!

Depois de tudo isto, e já bastante felizes e contentes, foi para o Starbucks com o Conan, não não é o homem-rã, para debater alguns assuntos e entrevistar a futura office assistant.

Como era sexta-feira, e felizmente o Conan tem sempre aquela pressa habitual, em breve estava em casa a fazer a mala para rumar a Shanghai :)

Final das férias...

Mais Shanghai,
Mais compras,


Depois de 3 semanas, fiquei a precisar de férias.
Frio, Feio e comuna....

É esta a melhor descrição que encontro para descrever Beijing. Só coisas boas...
Beijing é uma cidade gigante, com ruas grandes e imponentes, como qualquer capital do bastião comuna, onde fábricas figuram no meio da cidade. 
Infelizmente também não conheci muito bem esta cidade, fiquei na zona central, Praça de tiã nã men, Cidade Proibida, bairrozinhos manhosos ali nos arredores e claro sedas e pérolas. Pérolas então, tirei um Pós-PhD. 




A muralha 

Ora sendo três, a hipótese de carro com motorista é mais plausível, embora custe 10x mais que as excursões turísticas a tudo quanto é loja e fábrica, e que no meio lá têm tempo de parrar 30 minutos para ver um troço da muralha.
Assim, em vez de sairmos à 8h da manhã, deixámos o hotel às 10h30 e fomos a uma parte da muralha mais longe de Beijing, mas não tão turística e com muralha a perder de vista. Pelo caminho ainda passámos por cascatas e represas congeladas, sempre com uma paisagem agradável. Evitamos os restaurantes e as lojas e fábricas todas, até mesmo as dos primos e amigos do nosso motorista que bem insistiu connosco. 

Chegados á muralha, tinhamos de fazer opções importantes, ou subíamos a pé, ou de teleférico. Eu por mim ia a pé, estava já a ter um déjà vu de Xi'an, mas os meus pais não quiseram e lá fomos de teleférico. Pior ainda, não quiseram depois descer no escorrega, voltando novamente no teleférico. Isto assim não é turismo....

Do parque de estacionamento à entrada no teleférico somos assediados, com todo o tipo de tretas, até guerreiros de terracota. Obviamente, por razões logísticas, deixámos as compras para o regresso.





Aqui posso dizer-vos que é a terceira coisa com que fiquei agradavelmente surpreendido na China. Depois de ver toda a incompetência e apesar disso alcançar os resultados económicos que sabemos, é algo que me deixa perplexo. Depois de ver as capacidades logísticas deles, só mesmo a muralha consegue impressionar-me. Claro que foi feita com milhares de escravos e custou a vida de muitos, mas também as outras obras eram, e esta é verdadeiramente imponente. Talvez o túmulo do imperador em Xi'an me tenha impressionado na altura, mas mais pela sua dimensão do que propriamente pela obra em si, com guerreiros incluídos. 

Claro que por mais remoto que seja o lugar, se houver a possibilidade de um estrangeiro se perder por lá, estarão por certo montadas bancas de venda para o receber. Desde a mapas, a livros, passando por pandas de peluche até chegarmos aos guerreiros de terracota, há tudo para venda. 
Alguém teve a feliz ideia de comprar uns panda-mochila para oferecer às filhas de não sei quem, e claro tive eu de ir negociar. No fim deste serviço prestado à humanidade ainda ficaram chateados comigo porque não comprei o modelo XPTO, que era não sei o quê... Isto claro, porque queriam mais 5 bimbys, e como sabem, não se podemos vacilar na negociação com chineses. 







Nessa noite fomos encontrarmos com alguns tugas de Beijing. Bem, na altura só conhecia a Teresa, os outros iam por arrasto ao Pato à Pequim.
Segundo um qualquer guia a nossa pequinesa consultou, é um dos melhores e mais famosos patos de Pequim. O problema é chegar lá...
A rua onde fica o restaurante, está cortada no inicio, e supostamente os táxis não podem passar. Claro que aparecem logo uns quantos chineses simpáticos, com umas bicicletas, que mediante um pagamento de 50 Bimbys se voluntariam para nos conduzir ao restaurante. A justificação é que são ruas pequeninas, muito confusas etc...
Como precisavamos de 2 bicicletas, lá negociei o preço, para 10 bimbys. A meio da viagem, entre ruelas e mais ruelas, o amável chinês que conduzia os meus pais,  vira-se para mim e diz-me que o preço acordado é por cada bicicleta, e não no total como acordado. Claro saltei da bicicleta em andamento, fui direito a ele... Disse aos meus pais para saírem da bicicleta e continuamos a pé, sem saber muito bem para onde. 10 metros depois 
estávamos de novo nas bicicletas, pelo preço previamente estabelecido. Lá chegámos ao restaurante...

Na entrada, estava o forno e a cozinha, dando logo vontade de ir ao McDonald's mais próximo, aquilo tinha um aspecto bem manhoso...
Depois de um pequeno compasso de espera, enquanto não chegavam os restantes, fomos para a nossa salinha reservada, e começámos a jantar. 
Não era bem o pato à pequim que tinha comido em Shaoxing, mas estava bem gostoso!!!!



No fim da refeição fomos, a conselho da anfitriã, visitar a casa de banho, onde pudemos  admirar este bonito espectáculo...





À saída da casa de banho, ainda nos colámos à mesa dum casal cino-canadianos, bem gira a rapariga, para provar a tal sopa de ossos de pato. Boa por acaso...


Quando saímos do restaurante, andámos 100 metros, numa rua bem larga e chegámos ao local onde o táxi parou. Pergunto-me quem terá cortado a entrada da estrada???? 

Uma nota interessante sobre esta noite, estava um calor bem gostoso, especialmente para andar a passear de bicicleta. Qualquer coisa como -15ºC, sim menos....




Olimpicos


Uma vez mais os chineses fazem algo para as aparências...
Tudo aquilo que parecia fantástico na tv, o ninho de pássado, o cubo d'água etc... não tem qualquer imponência ao vivo. Aliás, à medida que nos aproximamos, a beleza desce a uma velocidade vertiginosa. 
Mais uma desilusão, entre tantas outras neste país.



Jantar Tuga

Nada melhor que um restaurante português, e como tal fomos ao Nuvem...
Em Portugal, se me dissessem que eu ia a um restaurante chamado nuvem, conseguem imaginar a resposta, não conseguem???

Foi uma agradável surpresa, apesar de colocarem hortelã na sopa ( Deus os perdoem, que eu não consigo...), e de um arroz de pato mama huhu, surpreenderam-nos com um belos enchidos e uma ensopado de cabrito fenomenal. Infelizmente os chineses ainda só estão habituados a comer tretas e ainda não descobriram estas iguarias, pelo que o restaurante estava vazio. 

Além da comida fantástica, o restaurante fica num lago bem interessante, onde podemos fazer patinagem no gelo. Pena foi estar um frio desgraçado, e não aguentarmos estar na rua.



Pérolas e sedas


Joder, me ay aburrido de puta madre...
Há coisas que não podemos dizer em Português, já dizia o grande Saraiva Alves!



Conclusão


Uma treta, a voltar só mesmo pelo bairro das artes, que à conta de pérolas e merdices afins não fui ver.
Também não visitei o túmulo do grande líder Mau Tizé Chunga, era só mesmo para confirmar!!!
Voltar para Shanghai, yupi!!!!!!!!!


Os nomes estão escritos de forma diferente para evitar que me bloqueiem o acesso na China.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Hong Kong

Depois de Macau, era a vez de Hong Kong.
Falado por muitos como sendo um paraíso, era grande a expectativa...
Ainda em convalescência, na China até os vírus são tramados, tive uma recaída no último dia em Macau. Resultado, dormi a viagem toda no ferry, e a disposição para ver HK também não era muita.
Claro que a saga pérolas e sedas de manhã não ajudaram, e por ainda, encurtaram a nossa estadia em HK, já por si pequenina. 

Depois de chegar, check-in etc já havia poucas opções, optamos pelo espetáculo de luzes, nas margens do Pearl River. Uma vez mais, a perseguição das pérolas. 
Não é nada de extraordinário, confesso que fiquei um pouco desiludido. 



Depois do jantar, um belo jantar italiano, não estava com disposição para nada. Nem para ligar aos amigos... Sorry mattes!!!
Ficou por ver a Lan Kwai Fong, zona de bares, de renome. Ainda assim, e dito por residentes, não supera Shanghai. mas continuo curioso. Talvez quando vier a delegação "Gin Laranja" possamos visitar. 

Na manhã seguinte, o tempo não era muito, tinhamos um vôo marcado, e era essencial fazer opções-excluíntes.
Optamos pelo observatório, The Peak, cuja vista tem tanto de boa como de gélida. Um vento e um frio.... :(


Após a ida ao topo do "The Peak" havia tempo para uma visita rápida a mais qualquer coisa.  O que eu queria mesmo era o Escalator, o maior conjunto de escadas rolantes do mundo, mas o tono do concierge disse-nos que bom bom era ver a aldeia piscatória, onde os pescadores vivem no mar blábláblá blábláblá blábláblá.... 
Mais um passeio de barco, no meio de barcos velhos e decadentes, onde podíamos ver peixe a secar e barcos com instalações eléctrica. Uma treta...




Curioso...


Depois disto, estava na hora de ir para o aeroporto, Beijing e frio esperava-nos!!! Para trás ficava uma cidade imponente, com gente civilizada, falantes de inglês ( não como o português em Macau). A presença dos ingleses é visível, pena tenho que não tenham andado pela China toda ( excepto Macau), não seria tão penoso!!!
Cometi um erro crasso, poucos dias em HK, podia ter usado todos os de Malaca....

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Macau II





O meu regresso a Macau não foi tão entusiástico, estava tudo de férias e chegaram no dia anterior à minha partida.
Ainda assim deu para reunir com alguns, o núcleo duro, onde estava uma rapariga muito parecida com a Lígia, a C12 da Suécia. Claro que não era ela, porque ela não iria da Suécia para a Tailândia, e depois para Macau. Mas era mesmo parecida :)

Esta passagem por Macau ainda assim foi muito interessante, finalmente visitei a aldeia, comida portuguesa todos os dias ( o importante)  e percebi que nós de facto deixámos um belíssimo património ao chineses, uma vez mais o chinês a tramar o estrangeiro... :) Existe ainda muita comida pouco ( ou nada) apetecível, como é o caso destas folhas de carne gordurenta que insistentemente oferecem para provar. Acho que o motivo é que ninguém compra, e têm de despachar aquilo de qualquer maneira :)





Um dos legados, e muito têm a aprender é o Jardim Camões...







Claro que o passeio englobou tudo o que são igrejas e monumentos portugueses, o museu do vinho, algo de extraordinário, e mais umas coisas como casinos.
Apesar de chegarmos uma semana depois do Natal, aqui foi visível um espírito natalício realmente sentido, não aquelas decoração da treta e um " Merry X-mas" sem saber muito bem o que quer dizer. Ao contrário dos outros locais, em Macau vive-se o Natal. Excepção feita a Malaca, eles também vivem o Natal, à maneira deles. 








Uma das partes que mais me marcou, foi a passagem reserva ao Sto. António...



Infelizmente fomos ao Casino Lisboa, o segundo casino mais parolo de Macau, logo depois do Casino Grande Lisboa... Apesar de terem umas joías e antiguidades interessantes, é o cúmulo do mau gosto, para lá de pato-bravo. Foi aqui que aconteceu a minha desgraça.... Não foi o jogo, o que a tia Bobone paga não permite vícios :) Foram as pérolas, a visita ao To Po foi o início de uma saga, que quase não teve fim.Outra coisa que também vende muito no Casino Lisboa, ainda mais que as pérolas, são as putinhas!!!!! Ficámo-nos pelas pérolas...
Aqui ficam alguns registos de Macau, como já perceberam não estou com muita pachorra para escritas....






  

  






Algo que deveria ser obrigatório em todo o lado, pelo menos onde não há donos civilizados....





.... e claro, esta em toda a china, dentro e fora de casa





Com o Raikkonen também a compreendo, e junto-me às suas preces....



Como não podia deixar de ser, janelas e portas....


Despedida da Malásia


Depois de uns dias de praia, estava na altura de regressa à China, muito embora com uma passagem pelas suas SAR.
Como sou um tipo de sorte, tive de apanhar o avião para Macau em Kuala Lumpur, num aeroporto onde tudo corre mal, até o McDonald's nos deixa indispostos, e os aviões têm 2 horas de atraso. 

Kota Kinabalu


Bem, a terrinha não é propriamente bonita.
O povo não  tem o mesmo ar limpo de Kuala Lumpur, mas ainda assim vêm uma nativas giras, embora uma grande mistura com indianos e chineses.. Pelo menos não sofre da doença chinesa " cu negativo".

O hotel tinha uma vista fantástica, não posso partilhar grande coisa, porque a maioria as fotos foram na máquina para Portugal. Depois de um escaldão monumental, passei uma tarde inteira a ler e a desfrutar da vista no Le Club do Hotel.

Enjoy it.....


Por falar em escaldão, além dos 30 e tal graus, as praias era bastante interessantes, não só pela parte aquática, mas também pelas criaturas que a habitavam. Não estejam já com pensamentos xenófobos, não estou a falar de chineses or else, mas sim de pseudo-iguanas gigantes ( tipo 1.20 metros) e de javalis selvagens. 

A praia não é propriamente em Kota Kinabalu, mas sim numas ilhotas em frente, para as quais vamos de lancha. Uma viagem sempre interessante, mas que a Magui nunca gostou, não percebo ?!?!?!



Fomos às principais ilhas, Manukan, Sapi e outra que não me lembro do nome... :)
Todas elas diferentes, e com peixes e fauna marítima diferente das outras. Para os amantes de mergulho de e de snorkleling
Eu fiquei-me pelos mergulhos, livros e escaldões...


As refeições aqui melhoraram, embora ainda andassemos uns dias com umas estranhas invenções. descobrimos um restaurante com uma ementam fantática:

- Pão de alho
- Sopa de lagosta
- Camarões grelhados

como em equipa que ganha não se mexe, e depois de uma experiências mais fraquinhas, a base da alimentação era esta ao jantar. O almoço era nas barracas/restaurantes da ilha, naquelas mais top, o que deixava muito a desejar. Mas a certa altura a fome sobrepunha-se a tudo, e afinal nem era assim tão mau. 


A passagem de ano foi feita em Kota Kinabalu, no mesmo restaurante, junto ao mar. 
Efectivamente eles não têm praia, nem areia nem calhaus, nada. A esplanada do dito cujo,  fica num pontão sobre-água. Nesse pontão, com imensas discos, restaurantes e afins, é uma das partes mais movimentadas da cidade, e onde se encontram estrangeiros. Há partes movimentadas noutros lados, mas são mercados de rua, com nativos e ar pouco convidativo. Ainda assim, passámos por uns.

Com o escaldão que estava, ainda hoje, 17 dias de pois tenho pele a sair do corpo, não estava com muito espirito de festa e empurrões, pelo que regressámos ao hotel.
No bar era mais ao menos a tristeza dos outros dias, as mesmas musicas, as pausas de 20 em 30 minutos, sem musica de fundo. A verdadeira animação...

Um dia houve em que experimentei a discoteca, um pseudo-musicais com musica ao vivo, mas de gosto duvidoso. Depois de um blackout de meia hora, achei por bem regressar. Não sei se alguma vez voltaram a ter electricidade, mas não parecia fácil.







Malaca

Tarde seguinte, acordámos, vimos as torres Petronas mesmo ao lado da janela do quarto, fizemos check out e fomos uma vez mais de carrinha para Malaca. Esta viagem de duas horas era algo em contra-relógio, afinal ainda precisávamos de encontrar um restaurante para a noite de Natal. 
Quando chegamos ao hotel o problema foi resolvido, havia um jantar de consoada num dos restaurantes do hotel, pelo que sem hesitarmos fizemos logo reserva. 

A escolha de Malaca para a noite de Natal não foi em nada aleatória. Existe uma forte componente histórica e uma descendência bastante orgulhosa do seu passado português. Além disso, celebra-se a missa do galo, um costume bem português. Bem, isto é tudo bonito na teoria, mas quando chegamos as coisas são ligeiramente diferentes. Lá chegaremos....


A noite de natal correu com naturalidade, o jantar até foi bom, com cornetas, confetis e pequenas bombinhas ( mais ao estilo do reveillon, mas eles são Malaios, Deus um dia perdoa-los-á) mas claro, faltou o caldo verde, o bacalhau assado, as rabanadas, a lareira e todas aquelas coisas que fazem o Natal um momento único. No final, fizemos uma troca de presentes, no quarto mas sem árvore de natal. Foi falha minha, devia ter pedido uma árvore de natal em cada quarto. O facto de continuar constipado, e com uma tosse irritante não ajudaram a tornar o momento muito marcante. 

O dia de natal foi dedicado ao turismo. Partiríamos no dia seguinte pelo que aquele dia não podia ser desperdiçado.
Apesar da tosse, troquei as habituais camisolas, cachecóis e botas, por chinelos, calções e t-shirts e lá fomos nós, na companhia do nosso motorista/guia Zach.

Visitamos o forte, as igrejas todas, o museu marítimo, o forte português, bairro português etc...








Depois de uma manhã/tarde de turismo estava na hora de almoçar.
Já tinhamos reparado que havia uma grande comunidade chinesa em Malaca, mas ficámos terrivelmente surpreendidos quando nos apercebemos que os únicos restaurantes num raio de certo modo próximo do hotel eram todos chineses, ou de fusão com a cozinha chinesa. Obviamente que batemos em retirada e fomos almoçar ao hotel.

Depois de almoço e até à hora de jantar fomos descansar, eu fui mesmo dormir que a minha tosse e constipação já era incomodativa.

O nosso objectivo de Malaca eram as raízes portuguesas da cidade, e até ao momento tinhamos atravessamos 3 ruas do bairro, de carro e de forma relativamente rápida. Era por isso necessário ir mais fundo, e fazer uma aproximação aos luso-descendentes. 






Portugal administrou Malaca no Século XVII, e deixou nesse mesmo século a cidade, ainda embora se mantivessem por lá muitos lusitanos. Ora fazendo as contas rápidas, isto foi sensivelmente há 400 anos, por isso conseguem já imaginar o que são os "portugueses" de Malaca. Na realiade são um povo em tudo igual aos restantes nativos, em cor, aspecto, cultura, mas com a diferença de terem minhotas e grupos de rancho. Se em Macau ver um rancho dançado por chineses já era de difícil encaixe, imaginem uma minhota carregada de ouro, com tez morena  olhos em bico....

O chefe da comunidade portuguesa além de guitarrista é amigo do nosso guia, e pelas informações recolhidas os dois juntos fazem o grupo " seca pipas" que actua de bar em bar, não com a viola, mas com uma sede inesgotável. Para terem noção, o meu guia dado o estado calamitoso da minha tosse deu-me inúmeras receitas, e apenas uma passou por comprimidos, todas as outras eram à base de álcool. Não experimentei, mas estou arrependido, porque ele de facto não tossia.









Voltando à comunidade "portuguesa"...

Ao longo destes 400 anos, os "portugueses" têm-se dedicado à pesca, ao comércio, embora hoje estejam muito bem integrados na sociedade, ocupando mesmo cargos políticos. Isto é tido como algo de extraordinário, o que eu não percebo bem porquê. Porra, ao fim de 400 anos é o mínimo, até os "avecs" conseguiram mais em 40 anos.

O bairro é algo de pouco dignificante para o nosso povo, eu por mim fazia uma colecta anual e oferecia-lhes, só para que digam que são espanhóis. Em boa verdade, o que deveria e feito era apresentar uma previdência-cautela, com efeitos imediatos, para a designação " portugueses" e claro, pedir uma indemnização por dados causado à imagem de um povo e de um País. 

As casa são térreas, vivendas com um pequeno jardim, que contrastam com casas nem sempre tão pequenas. O estilo é claramente piscatório, se houvesse casas com azulejos poderíamos dizer que estávamos na Gafanha ou em Ílhavo. 
Nos tais jardins, que propositadamente não oferecem qualquer tipo de privacidade estavam expostos grandes presépios, arvores e outras decorações alusivas ao natal. A intenção pode ser a melhor, mas o gosto é claramente o pior. Supostamente, as casas estão abertas para receber quem queira entrar, em especial os amigos. De facto vimos as portas escanradas, sendo possível apreciar melhor o gosto refinado da decoração, mas não tivemos coragem para entrar em nenhuma. Aliás, no meio daquilo queriamos mesmo passar por espanhóis ou italianos.

Como não podia deixar de ser, fomos aos famosos restaurantes portugueses, comer a famosa comida portuguesa.
O sítio é muito giro, uma praia, na baía, e os restaunrantes encontram-se todos juntos, debaixo de um telheiro, bastante arejado. 
Qualquer um dos restaurantes não prima pela higiene, segurança alimentar e todas essas coisas más que a ASAE nos habituou tão mal. 
A comida de portuguesa não tinha nada, uns camarões grelhados em manteiga, algo que tinha tanto de saudável como de delicioso. Aliás, chegavam mesmo a ser um pouco enjoativos. Os meus pais, pouco habituados  a chinesices não gostaram muito, não percebo porquê?!?!?