terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Começaram a chegar os C13...

Sexta-feira, contrariado e com algum sacrifício pessoal. lá fui eu jantar com os recém-chegados e fazer um incursão pela noite de Shanghai.
Visto serem as férias de Ano Novo, SH está deserto, ainda assim ficaram maravilhados. Afinal, os C12 não fazem a coisa por menos...

Claramente não deveria ter saído, o Rouge e o Mao estão unidos contra mim. O pinipom ainda me tentou salvar, com grande insistência, mas o Mao tem eficácia de 100%, é imbatível. 


Domingo chegou a Maria João, a desgraçada que me irá aturar em Shaoxing na Lorenz Bell.
Obviamente, que nessa mesma noite foi para os copos connosco, oh não fosse passagem de ano.

Almoço de Ano Novo na SPIZ


"Quanto mais bêbedos, mais sucesso e mais dinheiro no próximo ano, GANBEI" - Vice-presidente

Senhores Viniticultores aprendam com esta gente, isso sim é uma campanha de Marketing, que com a crise no nosso Portugal podia-vos rendia milhões.

Às 11h30 lá cheguei eu ao restaurante, tal como haviamos combinado. Não é que tivesse vontade, até porque eu continuo a almoçar a horas decentes, evito chinês ( e já tinha comido ontem) e claro, porque já sabia o tipo de almoço que me esperava.

Começámos com as apresentações iniciais, presidente e vice-presidente ( pai e mãe da família - uma analogia interessante, principalmente porque são dois homens.)
Antes sequer de conseguir comer um amendoim, já tinha dois copos cheios à minha frente e um discurso inflamando para GANBEI !!!! Passados 2 minutos, o segundo.... Por GANBEI entenda-se shot, embora sejam copos normais mas cheios de vinho. Talvez o termo mais correcto seja o penalty .

Dos 40 pratos que vieram, os primeiros 10 tinham um aspecto pouco recomendável, e foi aí que pensei, estou lixado, mas com f !!!!!

A meio descobri que chá, embora terrível, tem a mesma cor do vinho de Shaoxing, e apesar de tudo não sabe tão mal. Foi aí que começou a minha incursão à séria pelos brindes. 
A certa altura. ainda longe do final do almoço, tivemos de cantar uma música representativa do nosso país. Escolhi o "Barco Negro", não me lembrei do nosso amigo Carlos Alberto Moniz com " Arca de Noé - vamos fazer amigos, entre os animais....". Claro que os meus amigos Catalães, cantaram o hino da Catalunha, o 2º melhor país da península ibérica :)
O Italiano conseguiu contar uma música do Pavarotti, que só ele conhecia, é obra!!!!

Depois de tudo isto, e já bastante felizes e contentes, foi para o Starbucks com o Conan, não não é o homem-rã, para debater alguns assuntos e entrevistar a futura office assistant.

Como era sexta-feira, e felizmente o Conan tem sempre aquela pressa habitual, em breve estava em casa a fazer a mala para rumar a Shanghai :)

Final das férias...

Mais Shanghai,
Mais compras,


Depois de 3 semanas, fiquei a precisar de férias.
Frio, Feio e comuna....

É esta a melhor descrição que encontro para descrever Beijing. Só coisas boas...
Beijing é uma cidade gigante, com ruas grandes e imponentes, como qualquer capital do bastião comuna, onde fábricas figuram no meio da cidade. 
Infelizmente também não conheci muito bem esta cidade, fiquei na zona central, Praça de tiã nã men, Cidade Proibida, bairrozinhos manhosos ali nos arredores e claro sedas e pérolas. Pérolas então, tirei um Pós-PhD. 




A muralha 

Ora sendo três, a hipótese de carro com motorista é mais plausível, embora custe 10x mais que as excursões turísticas a tudo quanto é loja e fábrica, e que no meio lá têm tempo de parrar 30 minutos para ver um troço da muralha.
Assim, em vez de sairmos à 8h da manhã, deixámos o hotel às 10h30 e fomos a uma parte da muralha mais longe de Beijing, mas não tão turística e com muralha a perder de vista. Pelo caminho ainda passámos por cascatas e represas congeladas, sempre com uma paisagem agradável. Evitamos os restaurantes e as lojas e fábricas todas, até mesmo as dos primos e amigos do nosso motorista que bem insistiu connosco. 

Chegados á muralha, tinhamos de fazer opções importantes, ou subíamos a pé, ou de teleférico. Eu por mim ia a pé, estava já a ter um déjà vu de Xi'an, mas os meus pais não quiseram e lá fomos de teleférico. Pior ainda, não quiseram depois descer no escorrega, voltando novamente no teleférico. Isto assim não é turismo....

Do parque de estacionamento à entrada no teleférico somos assediados, com todo o tipo de tretas, até guerreiros de terracota. Obviamente, por razões logísticas, deixámos as compras para o regresso.





Aqui posso dizer-vos que é a terceira coisa com que fiquei agradavelmente surpreendido na China. Depois de ver toda a incompetência e apesar disso alcançar os resultados económicos que sabemos, é algo que me deixa perplexo. Depois de ver as capacidades logísticas deles, só mesmo a muralha consegue impressionar-me. Claro que foi feita com milhares de escravos e custou a vida de muitos, mas também as outras obras eram, e esta é verdadeiramente imponente. Talvez o túmulo do imperador em Xi'an me tenha impressionado na altura, mas mais pela sua dimensão do que propriamente pela obra em si, com guerreiros incluídos. 

Claro que por mais remoto que seja o lugar, se houver a possibilidade de um estrangeiro se perder por lá, estarão por certo montadas bancas de venda para o receber. Desde a mapas, a livros, passando por pandas de peluche até chegarmos aos guerreiros de terracota, há tudo para venda. 
Alguém teve a feliz ideia de comprar uns panda-mochila para oferecer às filhas de não sei quem, e claro tive eu de ir negociar. No fim deste serviço prestado à humanidade ainda ficaram chateados comigo porque não comprei o modelo XPTO, que era não sei o quê... Isto claro, porque queriam mais 5 bimbys, e como sabem, não se podemos vacilar na negociação com chineses. 







Nessa noite fomos encontrarmos com alguns tugas de Beijing. Bem, na altura só conhecia a Teresa, os outros iam por arrasto ao Pato à Pequim.
Segundo um qualquer guia a nossa pequinesa consultou, é um dos melhores e mais famosos patos de Pequim. O problema é chegar lá...
A rua onde fica o restaurante, está cortada no inicio, e supostamente os táxis não podem passar. Claro que aparecem logo uns quantos chineses simpáticos, com umas bicicletas, que mediante um pagamento de 50 Bimbys se voluntariam para nos conduzir ao restaurante. A justificação é que são ruas pequeninas, muito confusas etc...
Como precisavamos de 2 bicicletas, lá negociei o preço, para 10 bimbys. A meio da viagem, entre ruelas e mais ruelas, o amável chinês que conduzia os meus pais,  vira-se para mim e diz-me que o preço acordado é por cada bicicleta, e não no total como acordado. Claro saltei da bicicleta em andamento, fui direito a ele... Disse aos meus pais para saírem da bicicleta e continuamos a pé, sem saber muito bem para onde. 10 metros depois 
estávamos de novo nas bicicletas, pelo preço previamente estabelecido. Lá chegámos ao restaurante...

Na entrada, estava o forno e a cozinha, dando logo vontade de ir ao McDonald's mais próximo, aquilo tinha um aspecto bem manhoso...
Depois de um pequeno compasso de espera, enquanto não chegavam os restantes, fomos para a nossa salinha reservada, e começámos a jantar. 
Não era bem o pato à pequim que tinha comido em Shaoxing, mas estava bem gostoso!!!!



No fim da refeição fomos, a conselho da anfitriã, visitar a casa de banho, onde pudemos  admirar este bonito espectáculo...





À saída da casa de banho, ainda nos colámos à mesa dum casal cino-canadianos, bem gira a rapariga, para provar a tal sopa de ossos de pato. Boa por acaso...


Quando saímos do restaurante, andámos 100 metros, numa rua bem larga e chegámos ao local onde o táxi parou. Pergunto-me quem terá cortado a entrada da estrada???? 

Uma nota interessante sobre esta noite, estava um calor bem gostoso, especialmente para andar a passear de bicicleta. Qualquer coisa como -15ºC, sim menos....




Olimpicos


Uma vez mais os chineses fazem algo para as aparências...
Tudo aquilo que parecia fantástico na tv, o ninho de pássado, o cubo d'água etc... não tem qualquer imponência ao vivo. Aliás, à medida que nos aproximamos, a beleza desce a uma velocidade vertiginosa. 
Mais uma desilusão, entre tantas outras neste país.



Jantar Tuga

Nada melhor que um restaurante português, e como tal fomos ao Nuvem...
Em Portugal, se me dissessem que eu ia a um restaurante chamado nuvem, conseguem imaginar a resposta, não conseguem???

Foi uma agradável surpresa, apesar de colocarem hortelã na sopa ( Deus os perdoem, que eu não consigo...), e de um arroz de pato mama huhu, surpreenderam-nos com um belos enchidos e uma ensopado de cabrito fenomenal. Infelizmente os chineses ainda só estão habituados a comer tretas e ainda não descobriram estas iguarias, pelo que o restaurante estava vazio. 

Além da comida fantástica, o restaurante fica num lago bem interessante, onde podemos fazer patinagem no gelo. Pena foi estar um frio desgraçado, e não aguentarmos estar na rua.



Pérolas e sedas


Joder, me ay aburrido de puta madre...
Há coisas que não podemos dizer em Português, já dizia o grande Saraiva Alves!



Conclusão


Uma treta, a voltar só mesmo pelo bairro das artes, que à conta de pérolas e merdices afins não fui ver.
Também não visitei o túmulo do grande líder Mau Tizé Chunga, era só mesmo para confirmar!!!
Voltar para Shanghai, yupi!!!!!!!!!


Os nomes estão escritos de forma diferente para evitar que me bloqueiem o acesso na China.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Hong Kong

Depois de Macau, era a vez de Hong Kong.
Falado por muitos como sendo um paraíso, era grande a expectativa...
Ainda em convalescência, na China até os vírus são tramados, tive uma recaída no último dia em Macau. Resultado, dormi a viagem toda no ferry, e a disposição para ver HK também não era muita.
Claro que a saga pérolas e sedas de manhã não ajudaram, e por ainda, encurtaram a nossa estadia em HK, já por si pequenina. 

Depois de chegar, check-in etc já havia poucas opções, optamos pelo espetáculo de luzes, nas margens do Pearl River. Uma vez mais, a perseguição das pérolas. 
Não é nada de extraordinário, confesso que fiquei um pouco desiludido. 



Depois do jantar, um belo jantar italiano, não estava com disposição para nada. Nem para ligar aos amigos... Sorry mattes!!!
Ficou por ver a Lan Kwai Fong, zona de bares, de renome. Ainda assim, e dito por residentes, não supera Shanghai. mas continuo curioso. Talvez quando vier a delegação "Gin Laranja" possamos visitar. 

Na manhã seguinte, o tempo não era muito, tinhamos um vôo marcado, e era essencial fazer opções-excluíntes.
Optamos pelo observatório, The Peak, cuja vista tem tanto de boa como de gélida. Um vento e um frio.... :(


Após a ida ao topo do "The Peak" havia tempo para uma visita rápida a mais qualquer coisa.  O que eu queria mesmo era o Escalator, o maior conjunto de escadas rolantes do mundo, mas o tono do concierge disse-nos que bom bom era ver a aldeia piscatória, onde os pescadores vivem no mar blábláblá blábláblá blábláblá.... 
Mais um passeio de barco, no meio de barcos velhos e decadentes, onde podíamos ver peixe a secar e barcos com instalações eléctrica. Uma treta...




Curioso...


Depois disto, estava na hora de ir para o aeroporto, Beijing e frio esperava-nos!!! Para trás ficava uma cidade imponente, com gente civilizada, falantes de inglês ( não como o português em Macau). A presença dos ingleses é visível, pena tenho que não tenham andado pela China toda ( excepto Macau), não seria tão penoso!!!
Cometi um erro crasso, poucos dias em HK, podia ter usado todos os de Malaca....

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Macau II





O meu regresso a Macau não foi tão entusiástico, estava tudo de férias e chegaram no dia anterior à minha partida.
Ainda assim deu para reunir com alguns, o núcleo duro, onde estava uma rapariga muito parecida com a Lígia, a C12 da Suécia. Claro que não era ela, porque ela não iria da Suécia para a Tailândia, e depois para Macau. Mas era mesmo parecida :)

Esta passagem por Macau ainda assim foi muito interessante, finalmente visitei a aldeia, comida portuguesa todos os dias ( o importante)  e percebi que nós de facto deixámos um belíssimo património ao chineses, uma vez mais o chinês a tramar o estrangeiro... :) Existe ainda muita comida pouco ( ou nada) apetecível, como é o caso destas folhas de carne gordurenta que insistentemente oferecem para provar. Acho que o motivo é que ninguém compra, e têm de despachar aquilo de qualquer maneira :)





Um dos legados, e muito têm a aprender é o Jardim Camões...







Claro que o passeio englobou tudo o que são igrejas e monumentos portugueses, o museu do vinho, algo de extraordinário, e mais umas coisas como casinos.
Apesar de chegarmos uma semana depois do Natal, aqui foi visível um espírito natalício realmente sentido, não aquelas decoração da treta e um " Merry X-mas" sem saber muito bem o que quer dizer. Ao contrário dos outros locais, em Macau vive-se o Natal. Excepção feita a Malaca, eles também vivem o Natal, à maneira deles. 








Uma das partes que mais me marcou, foi a passagem reserva ao Sto. António...



Infelizmente fomos ao Casino Lisboa, o segundo casino mais parolo de Macau, logo depois do Casino Grande Lisboa... Apesar de terem umas joías e antiguidades interessantes, é o cúmulo do mau gosto, para lá de pato-bravo. Foi aqui que aconteceu a minha desgraça.... Não foi o jogo, o que a tia Bobone paga não permite vícios :) Foram as pérolas, a visita ao To Po foi o início de uma saga, que quase não teve fim.Outra coisa que também vende muito no Casino Lisboa, ainda mais que as pérolas, são as putinhas!!!!! Ficámo-nos pelas pérolas...
Aqui ficam alguns registos de Macau, como já perceberam não estou com muita pachorra para escritas....






  

  






Algo que deveria ser obrigatório em todo o lado, pelo menos onde não há donos civilizados....





.... e claro, esta em toda a china, dentro e fora de casa





Com o Raikkonen também a compreendo, e junto-me às suas preces....



Como não podia deixar de ser, janelas e portas....


Despedida da Malásia


Depois de uns dias de praia, estava na altura de regressa à China, muito embora com uma passagem pelas suas SAR.
Como sou um tipo de sorte, tive de apanhar o avião para Macau em Kuala Lumpur, num aeroporto onde tudo corre mal, até o McDonald's nos deixa indispostos, e os aviões têm 2 horas de atraso.